- CUIABÁ
- QUARTA-FEIRA, 14 , JANEIRO 2026


A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá instaurou um inquérito para apurar a morte da advogada Viviane de Souza, de 30 anos, encontrada morta em seu apartamento no bairro Jardim Aclimação, no dia 17 de setembro. Inicialmente tratada como suicídio, a morte passou a ser investigada formalmente como caso suspeito no dia 23 de setembro, após questionamentos da família.
Desde então, a Polícia Civil realiza oitivas com testemunhas e aguarda os resultados de exames periciais que possam esclarecer as circunstâncias da morte. A investigação segue em andamento.
Versão da família
Inconformados com a hipótese de suicídio, familiares de Viviane criaram um perfil nas redes sociais (@caso_viviane) para cobrar respostas das autoridades e relatar inconsistências no caso. Segundo a família, no dia em que a advogada foi encontrada morta, o ex-namorado dela teria passado a senha do apartamento para vizinhas, que localizaram o corpo no banheiro. Depois disso, ele também teria subido ao local, entrado no cômodo e movido o corpo, colocando a vítima no chão.
Viviane foi encontrada com um cinto amarrado ao pescoço, preso à maçaneta da porta do banheiro — que tem menos de um metro de altura —, o que, segundo os familiares, tornaria improvável a possibilidade de suicídio.
Outro ponto levantado pela família é que o ex-namorado estava de posse do celular da vítima e forneceu a senha do aparelho à polícia, mesmo após o fim do relacionamento. Eles também relatam que ele teria tocado no corpo antes da chegada da perícia, o que pode ter comprometido o local do crime.
Além disso, os parentes questionam a rapidez da liberação do corpo: segundo eles, o procedimento durou apenas 37 minutos e a mãe de Viviane foi orientada a assinar o termo de reconhecimento sem ver o corpo da filha. A família também alega que objetos importantes para a investigação — como o cinto usado na suposta morte e uma faca encontrada na cama — foram deixados na cena.
Outro fato apontado pelos familiares é que o delegado responsável pela investigação mora no mesmo prédio onde ocorreu a morte e afirmou ter feito o isolamento do local. No entanto, fotos do corpo teriam circulado, tiradas por pessoas que não faziam parte da equipe de investigação.
A Polícia Civil informou que o caso está sob investigação e, por enquanto, não dará mais detalhes para não comprometer a apuração.