segunda-feira, 1 - dezembro 2025 - 16:00

Trump confirma que conversou com Nicolás Maduro por telefone


Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste domingo (30) que conversou por telefone com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, mas não revelou detalhes sobre o teor da conversa. A declaração foi feita a repórteres a bordo do Air Force One, durante o retorno a Washington, após passar o feriado de Ação de Graças na Flórida.

“Eu não quero comentar sobre isso. A resposta é sim”, disse Trump. Questionado sobre o resultado da ligação, o presidente acrescentou: “Não diria que foi bem ou mal… foi apenas uma chamada telefônica.”

O New York Times já havia informado sobre a conversa, que ocorreu na semana passada, segundo fontes do jornal. O contato ocorre em meio a uma escalada das tensões entre os EUA e a Venezuela.

No sábado (29), Trump publicou em suas redes sociais que o espaço aéreo venezuelano deveria ser considerado “totalmente fechado”. Quando questionado se isso indicava que ataques contra a Venezuela seriam iminentes, Trump respondeu: “Não tirem conclusões disso.”

Em publicação na rede Truth Social, o presidente afirmou: “A todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas, considerem o FECHAMENTO TOTAL DO ESPAÇO AÉREO SOBRE E AO REDOR DA VENEZUELA.”

A declaração foi condenada pelo governo venezuelano. Em comunicado, o chanceler Yván Gil denunciou o que chamou de “ameaça colonialista que busca afetar a soberania do espaço aéreo venezuelano, constituindo um ato de agressão ilegal e injustificado contra o povo venezuelano.”

O chanceler acrescentou que Trump “tenta aplicar extraterritorialmente a jurisdição ilegítima dos Estados Unidos na Venezuela”, e classificou a ação como “hostil, unilateral e arbitrária, incompatível com o Direito Internacional.” O texto afirma ainda que a Venezuela não aceitará “ordens, ameaças ou ingerências de qualquer poder estrangeiro” e ressalta que a medida dos EUA suspende unilateralmente voos de repatriação de imigrantes venezuelanos, que eram regularmente enviados dos Estados Unidos.

“A Venezuela seguirá exercendo plenamente sua soberania, protegida pelo Direito Internacional, em todo o seu espaço aéreo”, concluiu a chancelaria.

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