- CUIABÁ
- TERÇA-FEIRA, 13 , JANEIRO 2026


O secretário de Estado de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Gallo, fez duras críticas à redução dos repasses da União ao Estado durante audiência pública sobre o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA-1576/2025), que vai orientar o orçamento de 2026. Segundo ele, a queda dos recursos federais tem pressionado áreas essenciais, como saúde, e obrigando o governo estadual a ampliar investimentos próprios para sustentar políticas públicas.
Gallo afirmou que, enquanto em 2019 cerca de 17% do orçamento da saúde vinha do governo federal, hoje esse percentual caiu para apenas 6%. Ele destacou que Mato Grosso recebe atualmente R$ 500 milhões da União para a área, quando deveria receber R$ 1 bilhão caso mantida a proporção de cinco anos atrás.
“O governo federal virou as costas para a saúde de Mato Grosso. Hoje quem faz saúde no Estado é, de fato, o Governo de Mato Grosso, junto com toda a população e com o apoio da Assembleia Legislativa”, declarou
Durante a audiência, Gallo defendeu a política fiscal adotada pelo Estado, que considera “conservadora e prudente”, evitando superestimar receitas e, assim, frustrar a execução de áreas essenciais. Ele afirmou que essa metodologia permitiu que Mato Grosso atingisse quase 20% de investimentos, devolvendo R$ 5 a 6 bilhões à população em obras de infraestrutura, saúde e educação
O secretário ainda citou que Mato Grosso está alinhado aos estados com melhor classificação fiscal do país — Espírito Santo e Paraíba — todos com capacidade de pagamento A.“Não estamos descolados dos que são camisa 10 em gestão fiscal. Isso mostra que Mato Grosso está na direção correta”, afirmou
Gallo também comentou sobre os investimentos em habitação, ressaltando que o Estado aplicou R$ 300 milhões em 2024 e deverá manter o mesmo valor em 2025, com tendência de crescimento. Segundo ele, o governo pretende viabilizar a construção de até 10 mil casas, seja diretamente para famílias sem condições de pagar ou por meio de subsídios de R$ 20 mil a R$ 25 mil por unidade para quem adere a programas estaduais e federais
O secretário respondeu às críticas envolvendo o Fetab, esclarecendo que, embora a arrecadação gire em torno de R$ 3,5 bilhões, o investimento atual de R$ 300 milhões representa 10% dos recursos, índice que ele considera compatível com o que a lei estabelece como diretriz, e não obrigação
Tensões políticas na Assembleia
Durante a audiência, críticas também partiram de parlamentares, como o deputado Wilson Santos, que questionou a execução orçamentária e a distribuição de recursos. Gallo rebateu afirmando que os resultados do Estado — investimentos, obras entregues e desempenho fiscal — comprovam a eficiência da atual gestão.
A discussão sobre o PLOA 2026 ocorre em um cenário de crescente pressão dos estados sobre o governo federal por recomposição dos repasses, especialmente para saúde e educação, e deve continuar movimentando o debate político nas próximas semanas.
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