- CUIABÁ
- TERÇA-FEIRA, 13 , JANEIRO 2026


O governador Mauro Mendes (União Brasil) declarou apoio à aprovação, pela Câmara dos Deputados, do projeto de lei que reduz as penas dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. A proposta, que agora segue para o Senado, também pode alcançar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Apesar de reafirmar que sua posição ideal continua sendo a anistia, Mendes classificou o projeto como uma “alternativa viável” para encerrar o impasse político criado desde os ataques às sedes dos Três Poderes.
“O Brasil precisa encontrar um ponto final para esse lenga-lenga. Defendi a anistia e continuo defendendo”, afirmou. “Mas entre o ótimo e o possível, temos que fazer o que dá. A ampla maioria dos deputados votou nessa direção e isso mostra o caminho viável. Agora, esperamos que o Senado possa aprimorar o texto”, disse.
Governador alerta para risco nas contas públicas
Ao comentar o tema, Mendes também cobrou foco em outros problemas considerados urgentes. Ele citou relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que aponta risco de colapso fiscal em 2027.
“O Brasil está quase quebrado. O TCU já disse que o governo federal pode ter shutdown em 2027 por falta de dinheiro para pagar contas básicas. E nós seguimos o ano inteiro discutindo apenas esse assunto”, criticou.
Para o governador, a redução de penas pode ser um passo inicial para uma solução mais ampla no futuro. “Se não der para ser anistia, vai na dosimetria. E no outro round podemos tentar mais avanços”, disse.
O projeto aprovado pela Câmara prevê tratamento mais brando aos envolvidos que não tiveram poder de mando nem financiaram os atos antidemocráticos, além da possibilidade de prisão domiciliar.
O texto será relatado no Senado pelo senador Esperidião Amin (PP-SC).