O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) afirmou que o ex-governador Pedro Taques (PSB) é um nome “aposentado” na política mato-grossense ao reagir à pré-candidatura de ex-gestor ao Senado em 2026. A declaração foi uma das reações que escancarou a resistência do grupo pró-Lula no estado à tentativa de colocar o ex-governador como opção do campo progressista.
“Todo meu respeito a ele como pessoa. Mas há projetos políticos em Mato Grosso que o tempo já aposentou, fazem parte do passado. Precisamos buscar o futuro e novidades para o estado”, declarou nessa terça-feira (16).
A reação de Lúdio ocorreu após o presidente nacional do PSB, Edinho Silva, anunciar Taques como pré-candidato durante evento em Cuiabá, no domingo (14). Para o parlamentar petista, a fala foi um erro de leitura do cenário local e não reflete o sentimento da base aliada ao presidente Lula em Mato Grosso.
“Não há nenhuma decisão tomada. A fala do Edinho foi muito, mas muito infeliz. Nós estamos construindo um arco de alianças amplo, para formar uma chapa majoritária competitiva”, afirmou Lúdio.
Segundo ele, qualquer debate sobre a disputa ao Senado deve passar, obrigatoriamente, pelo senador Carlos Fávaro (PSD), ministro da Agricultura e principal liderança do campo progressista no estado, que tenta a reeleição em 2026. “Debates sobre a segunda vaga do Senado precisam ser feitos em diálogo com o Fávaro. Não há sentido discutir segunda vaga sem ele estar dentro. Alguém informou mal o Edinho sobre o contexto político de Mato Grosso”, criticou.
O deputado também defendeu que o PT assuma protagonismo na composição da chapa ao Senado e sugeriu uma candidatura feminina do partido para compor com Fávaro. “Defendo o nome da ex-vereadora Gracielle para a segunda vaga ao Senado. É um nome novo, com papel importante na política”, disse.
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