- CUIABÁ
- TERÇA-FEIRA, 13 , JANEIRO 2026


O secretário municipal de Infraestrutura e Obras de Cuiabá, Reginaldo Teixeira, admitiu que a limitação financeira impediu a execução de obras consideradas urgentes ao longo de 2025, mesmo com projetos já elaborados pela pasta. Em entrevista ao Programa Opinião, da TV Pantanal, ele destacou que regiões historicamente afetadas por alagamentos foram as mais prejudicadas.
“Nós tivemos o grande desafio ali na Secretaria, foi a questão financeira. Isso não é segredo para ninguém, e isso impossibilitou de fazer muitos serviços que são urgentes e que a população precisa deles. São projetos que nós trabalhamos o ano inteiro neles, não foi possível executar porque não tivemos recursos suficientes para poder fazer a implantação”, disse, citando bairros como Jardim Cuiabá, Jardim Tropical e Boa Esperança.
Segundo o secretário, o orçamento da pasta em 2025 foi de R$ 723 milhões, mas a previsão para 2026 caiu para R$ 270 milhões. “O orçamento previsto para o ano de 2026 é uma previsão. Não quer dizer que consiga arrecadar à Prefeitura aquele recurso. Então foi um ajuste necessário para trazer para a realidade”, explicou.
Mesmo com restrições, Reginaldo ressaltou que a pasta conseguiu reduzir gastos. “Nós chegamos no final do ano com aproximadamente 30% de despesa a menos dos últimos cinco anos da Secretaria”, afirmou.
Sobre os buracos na cidade, ele atribuiu o problema à idade da malha asfáltica. “Nós temos uma malha asfáltica antiga em vários bairros da nossa cidade. Começa a chover, os carros começam a transitar e os buracos começam a abrir”, disse, lembrando que o tapa-buraco, embora não ideal, é a alternativa mais viável diante das limitações financeiras.
“Chegamos em todos os bairros de Cuiabá. Não ficou nenhum bairro sem chegar o tapa-buraco. Se precisar, a gente vai aumentar essas equipes para que a população cuiabana não tenha tanto transtorno”, garantiu.