terça-feira, 30 - dezembro 2025 - 11:59

Mãe e bebê se 'agarraram' a flutuante após a lancha afundar no Manso, diz comandante


Reprodução
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O comandante dos Portos de Mato Grosso, Carlos Corrêa, revelou, nesta terça-feira (30), que Camila Mazzaron e o filho bebê, de 1 ano e 3 meses, estavam “agarrados” a um flutuante fixo de sinalização náutica no Lago do Manso (99 km de Cuiabá) quando foram resgatados por marinheiros após a lancha onde ela estava com família naufragar no último domingo (28). O filho mais velho de 6 anos de idade, que estava de colete, conseguiu nadar e pedir ajuda em condomínio.

Segundo o comandante, Camila conseguiu se manter fora d’água ao se segurar em uma dessas estruturas, o que possibilitou que ela permanecesse visível e em segurança até a chegada do resgate. “Existem alguns flutuantes no Lago do Manso, como boias e pequenas estruturas com pneu ao redor. Ela estava presa em um desses objetos flutuantes, que servem como marcadores ao longo do lago”, explicou Corrêa, em entrevista ao Cadeia Neles (TV Vila Real, canal 10.1).

Ainda conforme o comandante, o vento forte e a mudança repentina da meteorologia contribuíram para que Camila e o bebê fossem deslocados por uma distância considerável em relação ao ponto onde a lancha afundou. “É muito difícil afirmar o ponto exato do naufrágio por conta da meteorologia e da força do vento. Pode ter havido um deslocamento grande, mesmo com ou sem colete, em função da corrente gerada pelo vento”, destacou.

Corrêa ressaltou que essas estruturas flutuantes, embora não tenham sido projetadas especificamente para resgate, acabam funcionando como pontos de apoio em situações de emergência, sobretudo em lagos de grande extensão como o Manso. “Ela se segurou naquele flutuante e foi onde conseguimos encontrá-la”, afirmou.

As buscas pelo marido de Camila, Lucas Yerdliska, de 33 anos, e pelo piloto da lancha, Vando Celso Almeida Orro, que seguem desaparecidos. As causas do naufrágio ainda serão investigadas em procedimento administrativo, cujo relatório final será encaminhado ao Tribunal Marítimo.

Relatos de testemunhas indicam que a embarcação era de pequeno porte e navegava em uma área onde o vento e a correnteza estavam fortes devido a um temporal registrado pouco antes do acidente. Moradores e frequentadores da região ajudaram nas buscas iniciais até a chegada das equipes oficiais.

O acidente

O acidente ocorreu no fim da tarde de domingo (28), durante um passeio de lancha no Lago do Manso, em Chapada dos Guimarães (MT), quando um forte temporal atingiu a região e ventos intensos dificultaram a navegação. Segundo relato de Camila Mazzaron, o motor da embarcação foi desligado pelo piloto momentos antes de a lancha virar e afundar rapidamente, sem tempo para reação dos ocupantes.

Camila estava com o filho bebê no colo e conseguiu sobreviver junto com os dois filhos após o naufrágio, enquanto o marido dela e o condutor da lancha desapareceram. As causas do acidente ainda estão sob investigação.

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