- CUIABÁ
- SEGUNDA-FEIRA, 12 , JANEIRO 2026


O deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou nesta sexta-feira (3) que a inauguração do Hospital Central em Cuiabá não pode servir como justificativa para o abandono da Santa Casa, unidade tradicional de atendimento à população mais carente de Mato Grosso.
Em entrevista, Júlio destacou que o estado possui recursos suficientes para manter a Santa Casa funcionando e criticou qualquer tentativa de encerrar suas atividades. “Não é porque inaugurou o Hospital Central, uma obra belíssima, que vamos esquecer a bandeira do não fechamento da Santa Casa. Nós queremos a continuidade da Santa Casa”, afirmou.
O parlamentar ressaltou que o prédio da Santa Casa possui valor histórico e cultural e defendeu seu aproveitamento pleno. “Não pode aquele patrimônio histórico e cultural ser abandonado com um Estado rico como é Mato Grosso. Se fosse um estado em crise econômica, tudo bem, mas não é o caso. Estamos com dinheiro em caixa suficiente para manter a estrutura atendendo pessoas humildes que precisam de oncologia infantil e hemodiálise infantil”, disse.
Júlio criticou ainda o desperdício de recursos e espaços. Segundo ele, “não pode ficar aqueles cinco ou seis centros cirúrgicos jogados, criando traça, enquanto o Hospital Central está novo, moderno, com equipamentos importados. O que está lá pode continuar sendo utilizado, seja em parceria com a Prefeitura ou com a iniciativa privada”.
Apesar das críticas, o deputado descartou má vontade do governo estadual, apontando falhas na comunicação e no diálogo. “Não acredito que haja má vontade. Falta diálogo e bom senso. O governador Mauro Mendes é um pouco turrão, mas no final ele termina acertando”, afirmou.
Para Júlio Campos, a solução passa por articulação conjunta entre Estado, município e iniciativa privada. “O secretário Gilberto disse que tem uma solução técnica. Esperamos que isso se concretize. Por que não acertar com a Unimed, com os planos de saúde? Fazer um bom arranjo para todo mundo sair ganhando, principalmente o povo de Cuiabá”, concluiu.