sábado, 10 - janeiro 2026 - 15:31

Bolsonaristas de MT criticam veto de Lula ao PL da Dosimetria


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Parlamentares de Mato Grosso ligados a partidos de direita criticaram nesta quinta-feira (8) o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Projeto de Lei da Dosimetria, que previa a redução das penas de condenados pelos atos antidemocráticos do 8 de janeiro. Para os opositores, o fato de a decisão ter sido publicada justamente no marco de 3 anos dos atos soa como uma provocação. O texto já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, e aguardava sanção ou veto presidencial desde o ano passado.

O deputado federal Coronel Assis (União) publicou um vídeo criticando o veto integral e destacou que a aprovação do projeto pelo Congresso representaria a vontade popular. Assis ressaltou ainda que a escolha da data demonstra intenção de criminalizar opositores do governo.

“Não foi em qualquer dia que ele vetou. Exatos três anos depois do que ele chama de tentativa de golpe. Isso é uma armadilha para punir quem discorda dessa tirania posta no país. O Congresso aprovou, representando a vontade do povo. Mas Lula governa acima de todos, movido por interesses próprios e sede de vingança”, afirmou.

A deputada Coronel Fernanda (PL) também se manifestou pelo Instagram, divulgando imagens do momento em que Lula assinou o veto, enquanto apoiadores gritavam “sem anistia”. Ela convocou parlamentares a derrubarem o veto quando o projeto retornar ao Congresso.

“Absurdo! Lula veta o projeto que faria o mínimo de justiça ao país, em um evento esvaziado e sem respaldo popular. Agora, temos a obrigação de derrubar esse veto. O Brasil não aceita retrocessos de um presidente descondenado”, declarou.

O deputado Rodrigo da Zaeli (PL) criticou principalmente o baixo número de presentes no evento do Palácio do Planalto, chamando a cerimônia de “fiasco” e “totalmente vazia” em vídeos compartilhados nas redes.

Já o deputado Nelson Barbudo (PL) classificou o veto como uma das maiores injustiças recentes e lembrou que mais de 800 pessoas foram condenadas pelo caso, incluindo cerca de 80 cidadãos de Mato Grosso, muitos sem sentença definitiva.

“Hoje completamos três anos do 8 de janeiro. Muitos continuam pagando um preço alto, distante da proporcionalidade e da justiça”, afirmou Barbudo.

O veto foi assinado durante cerimônia em alusão ao 3º aniversário das invasões às sedes dos Três Poderes em Brasília, com a presença principalmente de membros do staff de Lula e apoiadores. Apesar disso, a decisão ainda pode ser revertida pelo Congresso, que precisa de 257 votos de deputados e 41 de senadores para derrubar o veto presidencial.

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