- CUIABÁ
- TERÇA-FEIRA, 13 , JANEIRO 2026


ALLAN MESQUITA
Reportagem
O governador Mauro Mendes (União) afirmou, na manhã desta terça-feira (13), que o Poder Executivo encaminha ainda hoje à Assembleia Legislativa o projeto do Reajuste Geral Anual (RGA) dos servidores públicos. Em entrevista à imprensa, o gestor foi categórico ao afirmar que o percentual não será “nem a mais e nem a menos” do que prevê a lei.
“O governo vai mandar hoje o RGA conforme previsto em lei e aquilo lá está totalmente amparado em lei e o governo não fez nem um milhinho para mais nem a menos”, declarou o governador, ao reforçar que a proposta seguirá exclusivamente a variação inflacionária.
Em dezembro de 2025, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,33%, acima do registrado em novembro (0,18%), mas abaixo da taxa de dezembro de 2024 (0,52%). O resultado foi o menor para um mês de dezembro desde 2018, quando o índice ficou em 0,15%. Com isso, a inflação oficial do país fechou o ano com alta acumulada de 4,26%.
A Lei Orçamentária Anual (LOA), aprovada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), havia projetado uma inflação de 4,56% para o período. No entanto, como o índice oficial fechou abaixo do previsto, o RGA a ser encaminhado pelo Executivo deve seguir o percentual real apurado pelo IPCA.
Por outro lado, os servidores públicos estaduais cobram uma recomposição maior, alegando uma defasagem acumulada de cerca de 19% ao longo dos últimos anos. A reivindicação tem sido tema de mobilização da categoria e pressão junto ao Legislativo.
Diante do envio do projeto, os deputados estaduais devem realizar uma sessão extraordinária nesta quarta-feira (14) para votar o RGA e apreciar as contas do governo. Questionado sobre a cobrança dos servidores, o presidente da ALMT, deputado Max Russi (PSB), afirmou que aguarda a chegada do projeto e defendeu o diálogo.
Segundo Max, o tema ainda não foi discutido com o Palácio Paiaguás. “Esse projeto não chegou à Assembleia, deve estar chegando no dia de hoje. Vamos esperar chegar para dar uma discussão com os deputados e definir qual encaminhamento será dado. Toda cobrança é legítima, a gente tem que escutar e ver como pode trabalhar. O Estado não tem condição de resolver tudo de uma vez, mas o debate está aberto e é o momento de isso acontecer”, disse o parlamentar, destacando que a posição final ainda será construída durante a discussão no Legislativo.