- CUIABÁ
- TERÇA-FEIRA, 13 , JANEIRO 2026


ALLAN MESQUITA
Reportagem
O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que está preparado para assumir o comando do Palácio Paiaguás caso o governador Mauro Mendes (União Brasil) confirme a decisão de deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026.
Ao ser questionado sobre o asssunto, o gestor destacou que a eventual transição já é tratada com naturalidade dentro da gestão e garantiu que o governo seguirá sem sobressaltos. “Depende do Mauro Mendes. Eu estou preparado, pronto. Durante esse tempo, já assumi diversas vezes internamente”, afirmou ao ser questionado pelo FatoAgora.
Pela legislação eleitoral, Mauro Mendes tem até 4 de abril para se afastar do Executivo estadual. A regra prevê que ocupantes de cargos no Poder Executivo que desejam concorrer a outros postos eletivos, exceto à reeleição, devem se desincompatibilizar seis meses antes do pleito, marcado para outubro.
O prazo transforma os próximos meses em um período decisivo para o futuro político do governador e para a condução do governo estadual. Caso a renúncia se concretize, Mendes antecipa o encerramento do mandato para viabilizar a candidatura ao Senado.
Diante disso, vice-governador ressaltou que o Estado conta com uma equipe estruturada para enfrentar o período de mudanças que acompanha o calendário eleitoral. Segundo ele, o governo construiu um modelo de gestão capaz de absorver as saídas que devem ocorrer nos próximos meses.
“O governo do Estado tem uma equipe formada. Temos titular, temos reserva. Criamos um ecossistema no serviço público com pessoas competentes em todas as áreas”, declarou, ao comentar sobre a possibilidade de substituições no primeiro escalão.
Reeleição no radar
Com a eventual renúncia de Mauro Mendes, Pivetta assume definitivamente o comando do Estado e já se movimenta nos bastidores para disputar a reeleição ao governo. Ele conta com o apoio do atual governador e de alguns partidos que hoje integram o arco de alianças governista.
“Estamos iniciando o oitavo ano, o último ano de mandato que eu, junto com o Mauro Mendes. Me dediquei a governar Mato Grosso. Isso nos deixa realizados”, afirmou Pivetta, ao destacar avanços na infraestrutura e nos serviços públicos.
Saída em série no secretariado
Além do governador, o calendário eleitoral deve provocar uma reconfiguração no primeiro escalão do governo estadual. Pelo menos cinco secretários são cotados para deixar os cargos a fim de disputar vagas proporcionais.
Na Casa Civil, Fábio Garcia pretende se afastar para tentar a reeleição como deputado federal. O secretário de Segurança Pública, César Roveri, também é cotado para a Câmara Federal e avalia, inclusive, convites de outras legendas.
Na Saúde, Gilberto Figueiredo deve se afastar para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Já o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Alan Kardec, ex-deputado estadual, se prepara para retornar à disputa, acompanhando o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, em possível migração partidária.
Na Educação, Alan Porto intensificou a agenda política e avalia concorrer nas eleições, com expectativa de filiação ao Republicanos, partido alinhado ao grupo político de Pivetta.