quinta-feira, 15 - janeiro 2026 - 15:40

Nenhum partido elegerá 3 ou mais federais – saiba porque e os cotados


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Nenhum dos cinco partidos ou federações que articulam as chapas consideradas mais competitivas deve repetir, em 2026, o desempenho visto em 2022, quando o PL conseguiu eleger três ou mais deputados federais por Mato Grosso.

Na última eleição, a chamada onda bolsonarista impulsionou o Partido Liberal a “abocanhar” metade das oito cadeiras do Estado na Câmara Federal, elegendo Abílio Brunini, José Medeiros, Amália Barros e coronel Fernanda. Ao todo, as oito vagas acabaram distribuídas entre apenas três frentes partidárias.

Antes disso, a última vez em que uma única legenda havia conquistado 50% das cadeiras federais de Mato Grosso foi em 1982, quando o MDB elegeu quatro deputados: Dante de Oliveira, Gilson de Barros, Márcio Lacerda e Milton Figueiredo.

O cenário para 2026, no entanto, é outro. Com Jair Bolsonaro fora do poder e preso, o PL já não apresenta a mesma força eleitoral. A avaliação é de que o partido deva conquistar entre uma e duas cadeiras, sobretudo diante de um quociente eleitoral estimado em cerca de 230 mil votos por vaga.

Tendência semelhante é observada nas chapas formadas por União Brasil/PP, PSD, Republicanos e pela federação PT/PV/PCdoB, que hoje conta apenas com a ex-deputada Rosa Neide entre os nomes considerados mais competitivos. Já siglas como MDB, PSDB e Podemos aparecem fora do radar na disputa por vagas na Câmara Federal.

Mais cotados

Apesar das projeções mais cautelosas, Republicanos, União Progressista, PL e PSD têm divulgado internamente a meta de eleger três deputados federais cada — um objetivo considerado de difícil alcance.

No Republicanos, partido do vice-governador Otaviano Pivetta, os principais pré-candidatos são Neri Geller e Leonardo Albuquerque, além da expectativa de adesão do emedebista Juarez Costa.

O União Progressista aposta em nomes como Virgínia Mendes, Fábio Garcia e o coronel da PM Cesar Roveri. Já o PL trabalha com os nomes da coronel Fernanda, do coronel Assis — ainda em processo de filiação —, além de Nelson Barbudo e Thiago Boava.

No PSD, despontam como pré-candidatos Emanuelzinho, Valtenir Pereira, Irajá Lacerda e o procurador Mauro.

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