quinta-feira, 29 - janeiro 2026 - 11:07



DISPUTA AO GOVERNO

Jayme confronta governador; ‘quem é Mauro Mendes para me impedir?’


Da Redação / FatoAgora
Senador Jayme Campos (União)
Senador Jayme Campos (União)

O senador Jayme Campos (União) elevou o tom ao comentar movimentações internas que, segundo ele, buscam esvaziar sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026. Em meio ao ambiente de tensão no União Brasil, agravado pelo apoio do governador Mauro Mendes (União) ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o parlamentar afirmou que não aceitará decisões impostas e defendeu que o partido adote um processo democrático para definir seus rumos.

Jayme foi direto ao criticar a postura do governador, que também preside o diretório estadual da legenda. Para o senador, Mauro Mendes não tem legitimidade para interferir de forma unilateral na escolha do candidato ao Palácio Paiaguás nem para tentar inviabilizar seu nome na disputa.

“Falam que o Jayme não será candidato porque o Mauro não permite. Mas quem é Mauro Mendes para decidir isso? Ele é governador agora, mas esse cargo passa. Quando a caneta acaba, o poder também acaba. Depois disso, é que se mede quem realmente tem prestígio político”, declarou.

Diante do impasse, Jayme afirmou ter sugerido uma ampla consulta às bases do partido em Mato Grosso como forma de resolver a disputa interna. De acordo com ele, prefeitos e vereadores devem ser ouvidos antes de qualquer definição, evitando decisões concentradas em poucas lideranças.

“Minha proposta foi clara: ouvir prefeitos e vereadores. Se a maioria defender candidatura própria ao governo, essa deve ser a decisão do partido. Não dá para decidirem tudo por cima. Temos história política. Júlio Campos tem sete mandatos, eu tenho seis. Não somos aventureiros”, ressaltou.

Por fim, o senador deixou claro que não pretende permanecer no União Brasil caso sua pré-candidatura não seja acolhida pela legenda. Segundo ele, não haverá tentativa de imposição. “Se o partido não quiser minha candidatura, eu saio. Não vou forçar nada. Não dependo da política para viver”, concluiu.


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