- CUIABÁ
- SEXTA-FEIRA, 27 , FEVEREIRO 2026
O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) destacou a importância de manter a estabilidade administrativa e financeira de Mato Grosso, alertando para os riscos de retrocesso das antigas gestões. Ao lado do governador Mauro Mendes (União), Pivetta defendeu a continuidade do atual modelo de gestão e ressaltou que “para estragar é muito rápido, mas para consertar demora”.
Em entrevista ao Araguaia Notícias, o vice-governador reforçou que o Estado atravessa um momento de equilíbrio e capacidade de investimento que não pode ser perdido. “O Estado está embalado. Não podemos ter um desgoverno, como já vimos no passado, porque quem paga a conta é o povo”, afirmou nesta sexta-feira (30).
Pivetta lembrou que os dois primeiros anos da gestão atual foram marcados por dificuldades financeiras herdadas do governo anterior, de Pedro Taques (PSB), o que limitou os investimentos. “Assumimos em 2019 e tivemos praticamente dois anos sem recursos para investir. A partir de 2021, o Estado começou a retomar a capacidade de investimento e a firmar convênios com os municípios”, explicou.
O vice-governador também comentou sobre o futuro político do grupo e elogiou Mauro Mendes, destacando seu preparo caso dispute o Senado. “Se o Mauro for candidato a senador, teremos um senador experiente e preparado. Ele já tem dois mandatos como governador, um como prefeito e experiência como empresário. Sinto falta do tempo dos grandes senadores que o Estado já teve”, disse.
Sobre a possibilidade de assumir o governo e dar continuidade ao projeto, Pivetta foi direto: “Manter o ritmo atual e, se possível, acelerar ainda mais. A cada momento, temos a obrigação de fazer mais e melhor. Não é pretensão, é compromisso”.
O vice-governador aproveitou para criticar de forma indireta adversários políticos, sem citar nomes. Segundo ele, entregar o comando do Estado a pessoas que não priorizem o interesse público pode levar Mato Grosso novamente ao colapso. “Há políticos que falam muito, mas não representam o povo. Muitos estados enfrentam hoje o caos que Mato Grosso já viveu, e não precisamos voltar a isso”, afirmou.
Questionado sobre uma eventual resistência do senador Jayme Campos (União) a uma candidatura sua ao Palácio Paiaguás, Pivetta disse manter diálogo respeitoso. “Converso bem com o senador Jayme, respeito ele. Vamos apresentar nossa proposta, discutir com a população e deixar que o povo decida”, declarou.
Ao final, Pivetta reforçou sua trajetória política como credencial para disputar o comando do Executivo estadual. “Fui três vezes prefeito de Lucas do Rio Verde, que era o patinho feio de Mato Grosso e hoje é uma das cidades mais importantes do Estado. Fui deputado, conheço a Assembleia Legislativa e, como vice-governador ao lado do Mauro, conheci o Estado por dentro e por fora. Tenho certeza de que posso ser um governante que entregue resultados concretos para a sociedade mato-grossense”, concluiu.