segunda-feira, 2 - fevereiro 2026 - 16:21



FARRA DA GASOLINA

Prefeito é denunciado por 'bancar' combustível para motociata


Da Redação / FatoAgora
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O Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentou, no dia 20 de janeiro de 2026, denúncia contra o prefeito de Poconé (MT), Jonas Eduardo de Queiroz Moraes, conhecido como Dr. Jonas (Podemos), por suposta irregularidade cometida durante a campanha eleitoral de 2024. A acusação envolve a distribuição de combustível para participantes de uma motociata realizada no período eleitoral.

De acordo com o MPE, diversas motocicletas teriam sido abastecidas no Posto Figueira, localizado no bairro João Godofredo, no dia 20 de setembro de 2024. A ação, segundo a denúncia, teria sido organizada por Wellington Paulo de Moraes, apontado como apoiador da campanha do então candidato a prefeito.

Ainda conforme o Ministério Público, o valor de R$ 1 mil foi pago ao posto para custear o abastecimento dos veículos. Parte dessa despesa, segundo a acusação, não teria sido declarada na prestação de contas de campanha, o que poderia caracterizar falsidade ideológica eleitoral.

O órgão sustenta que vários veículos deixaram o local sem realizar pagamento, indicando que o combustível teria sido oferecido como forma de incentivo à participação no ato político.

Em um dos trechos da denúncia, o MPE afirma que ficou evidenciada a atuação conjunta de Wellington Paulo de Moraes e Jonas Eduardo de Queiroz Moraes na prática do crime previsto no artigo 350 do Código Eleitoral, sob o argumento de que ambos teriam conhecimento de que o financiamento da campanha não estaria em conformidade com as normas da Justiça Eleitoral.

Dr. Jonas foi eleito prefeito de Poconé com 9.507 votos, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O que diz a defesa

Procurada pela reportagem do Primeira Página, a defesa do prefeito negou qualquer irregularidade e afirmou que Dr. Jonas não teve participação nem conhecimento do gasto com combustível. Segundo os advogados, a própria denúncia reconhece que o responsável pelo pagamento foi um eleitor, sem vínculo formal com a campanha majoritária.

Em nota, a defesa argumenta que a legislação eleitoral permite que cidadãos realizem gastos nesse valor de forma independente, sem necessidade de prestação de contas aos partidos, candidatos ou à Justiça Eleitoral, como expressão legítima de apoio político.

Confira a nota na íntegra:

“Durante as investigações ficou provado que o prefeito Jonas não foi o responsável e não tinha conhecimento do gasto de meros R$ 1.000,00 (mil reais) por um eleitor e simpatizante de um de seus candidatos a vereador, no dia de um ato de campanha da chapa majoritária.

A referida pessoa, também denunciada, participou da motociata em apoio à candidatura de um vereador de quem é enteado, não tendo relação com a candidatura a prefeito de Jonas.

A denúncia deixa de observar regras eleitorais básicas que permitem a qualquer cidadão realizar esse tipo de gasto, nesse valor, sem necessidade de prestar contas aos partidos, aos candidatos ou à própria Justiça Eleitoral, como forma de livre manifestação no debate eleitoral.

Acreditamos, portanto, na rejeição da denúncia e no arquivamento do processo, em respeito ao soberano resultado das urnas.”

A nota é assinada pelo advogado Rodrigo Cyrineu, em 01 de fevereiro de 2026.


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