- CUIABÁ
- TERÇA-FEIRA, 3 , FEVEREIRO 2026
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o senador e pré-candidato ao governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL), visite o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente custodiado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O encontro está autorizado para sábado, 7 de março, das 8h às 10h.
Dessa forma, nos termos dos artigos 21 e 341 do Regimento Interno do STF, DEFIRO as seguintes visitas, com observância do cronograma e observadas todas as regras do estabelecimento prisional: (1) Quarta-feira, dia 4/3/2026, das 8h às 10h: Paulo Maximiano Junqueira Neto (CPF 131.140.658-13); (2) Sábado, dia 7/3/2026, das 8h às 10h, senador Wellington Antonio Fagundes”, diz trecho.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, imposta pelo STF no julgamento que o condenou por tentativa de golpe de Estado. A autorização para a visita foi concedida no âmbito da execução penal e segue as normas do sistema penitenciário do Distrito Federal.
De acordo com a decisão, todos os visitantes precisam realizar cadastro prévio, conforme regras estabelecidas em portaria da Secretaria de Administração Penitenciária, que regulamenta o acesso às unidades prisionais do DF.
Além do senador mato-grossense, Moraes também liberou a entrada do empresário Paulo Maximiano Junqueira Neto, ex-presidente do Sindicato Rural de Ribeirão Preto e aliado político de Bolsonaro. A visita do empresário está marcada para a quarta-feira, 4 de março, no mesmo horário, das 8h às 10h.
Nos bastidores, a expectativa é que Wellington Fagundes e Bolsonaro tratem diretamente de temas políticos, especialmente da disputa eleitoral em Mato Grosso. O encontro ocorre em meio a especulações de que integrantes da família Bolsonaro estariam inclinados a apoiar o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na corrida pelo Palácio Paiaguás, o que gerou desconforto entre aliados do PL no estado.
Bolsonaro está na Papuda desde 15 de janeiro, quando Alexandre de Moraes determinou sua transferência da Sala de Estado Maior da Superintendência da Polícia Federal para uma Sala de Estado Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, onde permanece cumprindo a pena imposta pela Corte.