quarta-feira, 4 - fevereiro 2026 - 16:21



FALTA DE PROVAS

MP arquiva investigação contra secretário de Abilio e naufraga CPI de vereador


Allan Mesquita / Da Redação
Abilio Brunini e William Leite
Abilio Brunini e William Leite

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) decidiu arquivar o pedido de investigação envolvendo o ex-secretário de governo do prefeito Abilio Brunini (PL), William Leite de Campos, atual secretário municipal de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico de Cuiabá. A decisão foi divulgada pela assessoria da Prefeitura após o vereador Daniel Monteiro (Republicanos) protocolar pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso na Câmara Municipal.

Conforme noticiou o FatoAgora, a denúncia foi encaminhada pelo próprio gestor. O arquivamento foi assinado no dia 29 de janeiro pelo promotor de Justiça Clóvis de Almeida Junior, da 36ª Promotoria de Justiça Cível da Capital, após análise da Notícia de Fato registrada no Sistema Integrado do Ministério Público (SIMP). No despacho, o promotor concluiu que não há indícios de ilícitos ou atos de improbidade administrativa, nem lesão ou ameaça ao patrimônio público. “A princípio, não estão caracterizados atos de improbidade administrativa, tampouco qualquer violação às normas de proteção ao patrimônio público”, aponta a decisão.

Segundo o Ministério Público, também não foram identificados elementos mínimos que justificassem a abertura de investigação. O despacho ressalta que “não há demonstração de quaisquer condutas ímprobas ou ilegais que justifiquem a atuação ministerial”, determinando, assim, o indeferimento da instauração de inquérito civil e o arquivamento do procedimento, nos termos da Resolução nº 052/2018 do Conselho Superior do MP. O prefeito foi oficialmente comunicado da decisão em 2 de fevereiro e tem prazo de dez dias para eventual recurso.

O posicionamento do MP veio à tona depois que o vereador Daniel Monteiro protocolou, nesta terça-feira (3), pedido de CPI para investigar eventuais irregularidades envolvendo William Leite de Campos, que à época das denúncias ocupava o cargo de chefe de gabinete do prefeito. O requerimento prevê prazo inicial de 120 dias, prorrogável por igual período, e sustenta que faltaram esclarecimentos públicos sobre as acusações.

O caso teve início em 9 de janeiro de 2026, quando Abilio Brunini divulgou nas redes sociais que a gestão havia recebido denúncias sobre suposto favorecimento em licitação envolvendo servidores municipais, incluindo William. Na ocasião, o prefeito afirmou que não havia provas, declarou confiança no auxiliar e informou que encaminharia as informações aos órgãos de controle, como o Ministério Público. William também se manifestou, dizendo ter solicitado pessoalmente a apuração para afastar qualquer suspeita.

No pedido de CPI, Daniel Monteiro argumenta que, apesar da repercussão do episódio, não houve divulgação do teor das denúncias, o que comprometeria o princípio da transparência administrativa. O requerimento agora será analisado pela Procuradoria Geral da Câmara, que avaliará os aspectos legais antes de eventual criação da comissão. Se quiser, preparo títulos, linha fina ou uma versão ainda mais enxuta.


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