terça-feira, 10 - fevereiro 2026 - 15:43



FORA DO REGIMENTO

Vídeo - Vereador tem microfone cortado ao cobrar CPI contra ex-secretário acusado de assédio em Cuiabá


Allan Mesquita / Da Redação
Reprodução
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O vereador Jefferson Siqueira (PSD) teve o microfone cortado durante sessão da Câmara Municipal de Cuiabá ao cobrar a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de assédio sexual atribuídas ao ex-secretário municipal de Trabalho, William Leite. A sessão era presidida pela vereadora Michelly Alencar (União), que interrompeu o pronunciamento do parlamentar alegando estouro do tempo regimental.

Durante o discurso, Jefferson criticou a falta de posicionamento de colegas parlamentares e da presidência da Casa sobre o caso de assédio, elevando o tom ao afirmar que estaria sendo silenciado por tratar do tema em plenário.

“Por que a senhora não fala do assédio sexual que aconteceu na prefeitura? Por que a senhora não se posicionou? Agora querem me silenciar”, disse o vereador antes de ter o áudio interrompido.

Na sequência, Michelly Alencar determinou o corte do microfone. “Pode cortar o tempo do vereador Jefferson”, afirmou a presidente da sessão.

Jefferson também reclamou da apresentação de cinco pedidos de CPI protocolados, segundo ele, de forma simultânea e estratégica, o que, na avaliação do parlamentar, teria como objetivo obstruir a tramitação de investigações consideradas sensíveis dentro da Casa.

Michelly rebate

Após o episódio, Michelly Alencar concedeu entrevista à imprensa e rebateu as acusações. Segundo ela, o corte do microfone não teve relação com o conteúdo da fala, mas com o descumprimento do regimento interno da Câmara Municipal.

A vereadora afirmou que situações semelhantes ocorrem com frequência durante as sessões e que, ao presidir os trabalhos, apenas fez valer as regras da Casa. “Todas as vezes que a gente tem sessão, alguns vereadores fingem desconhecimento do regimento. Eu simplesmente quis manter aquilo que todo mundo cobra: cumprir o regimento”, disse.

Michelly explicou que o vereador utilizava o tempo do pequeno expediente, destinado exclusivamente à apresentação de indicações ao Executivo e às secretarias municipais. “Ele sobe na tribuna sabendo o que pode e o que não pode. O pequeno expediente é para indicação, e ele passou a tratar de assuntos que não tinham relação com a indicação. Eu perguntei qual era a indicação e pedi que fosse respeitado o rito da sessão”, afirmou.

Ainda na entrevista, Michelly destacou que não se sente intimidada por pressões ou elevação de tom em plenário. “Eu sou muito tranquila, mas nós precisamos ser respeitadas. O rito desta Casa precisa ser respeitado. Não é com gritos nem afrontas que eu vou me omitir. Estou na presidência e vou fazer valer o rito da sessão”, concluiu.

Veja o vídeo:


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