- CUIABÁ
- QUARTA-FEIRA, 11 , FEVEREIRO 2026
O governador Mauro Mendes (União) afirmou que vê com estranheza a movimentação para instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para investigar supostas irregularidades na Saúde. Segundo ele, o pedido retoma fatos antigos e já investigados, além de haver deputados tentando retirar assinaturas do requerimento.
Mendes destacou que o tema remete a acontecimentos de 2023 e questionou a atualidade da proposta. “Olha, primeiro, obviamente a Assembleia Legislativa tem o dever de fazer, agir dentro da legalidade e instalar as comissões parlamentares de inquérito. Entretanto, esse fato é muito curioso. Ele se reporta a um fato lá de 2023, assinaturas coletadas em 2023”, afirmou.
O governador também mencionou que há contestação de assinaturas. “Eu fiquei sabendo que tem alguns deputados que já entraram com o expediente na Assembleia Legislativa pedindo a exclusão porque não existe contemporaneidade neste pedido e fatos que já foram investigados pelo Ministério Público, pela Polícia, que já foram concluídos e os responsáveis já foram denunciados. Não tem nenhum fato novo”, declarou.
Apesar das críticas, Mendes disse que o governo está disposto a debater o tema no Parlamento, mas reforçou o tom de desconfiança sobre o momento da iniciativa. “Mas, não tem problema, nós vamos fazer o debate legislativo lá sobre isso, mas me pareceu muito estranho essa atitude feita nesta. Olha, eu vi alguns deputados falando sobre isso. É natural que em ano eleitoral, surjam muitas questões com vários objetivos”, pontuou.
O chefe do Executivo ainda afirmou que considera “lamentável” a possível mistura entre interesses eleitorais e o exercício do mandato. “O que eu acho lamentável é que haja uma confusão desses papéis. Todo mundo tem o direito de ser candidato, mas todos nós temos o dever de ser leal com o exercício do cargo que nós temos, agindo corretamente e não criando barulhos ou ruídos desnecessários, ou seja, por qualquer presteza ou objetivo que for. Olha, é lamentável.”
Por fim, Mauro Mendes reforçou que eventuais irregularidades já foram apuradas pelos órgãos competentes e que não há proteção a servidores que tenham cometido crimes. “Nesse caso, a polícia já tomou todas as providências e pode ter certeza”.