- CUIABÁ
- TERÇA-FEIRA, 17 , FEVEREIRO 2026
O ex-prefeito de Água Boa e influente pecuarista, Maurício Tonhá, popularmente conhecido como “Maurição”, demonstrou ceticismo em relação ao atual cenário sucessório em Mato Grosso. Em declarações recentes, o empresário afirmou que, embora existam três nomes postos na disputa pelo Governo do Estado, hoje não votaria em nenhum deles.
Rejeição e Ponderação no Estado
Maurição descartou de imediato o nome da médica Natasha Slhessarenko (PSD). O ex-prefeito justificou a decisão citando divergências ideológicas e o grupo político ao qual ela pertence, associando-o ao espectro de esquerda.
Já em relação ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e ao senador Wellington Fagundes (PL), o pecuarista adotou uma postura de observação. Segundo ele, é necessário aguardar o desenrolar das propostas e ouvir ambos os candidatos antes de definir um eventual apoio.
Definições para o Senado
Diferente da incerteza para o Palácio Paiaguás, Maurição já consolidou suas escolhas para as duas vagas em disputa no Senado Federal. Sua preferência segue uma ordem clara:
Antonio Galvan: A quem descreveu como um perfil necessário para “romper o conformismo” em Brasília. “O Senado hoje é uma vergonha nacional. Precisamos de ‘cabra macho’ que não se venda”, pontuou.
Mauro Mendes: O atual governador é o segundo nome na lista de prioridades do empresário.
Cenário Nacional: Tarcísio vs. Zema
No plano federal, Maurição Tonhá reafirmou sua oposição ferrenha ao Partido dos Trabalhadores (PT). Seu nome ideal para o Palácio do Planalto seria o de Tarcísio de Freitas, a quem classifica como um gestor equilibrado e técnico. No entanto, por entender que o governador deve priorizar a gestão de São Paulo, o pecuarista declarou apoio ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).
“Tarcísio é um gestor que não vive da política, mas vejo sua missão em São Paulo. Por isso, hoje, defendo o nome de Zema para a Presidência”, concluiu.