- CUIABÁ
- SÁBADO, 21 , FEVEREIRO 2026
O primeiro escalão do Governo de Mato Grosso passará por uma profunda reestruturação até o dia 31 de março. Além dos seis secretários que se desincompatibilizam para disputar as eleições, o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, também confirmou sua saída da gestão.
Considerado a principal voz do senador Jayme Campos (União) dentro do Palácio Paiaguás, César Miranda comanda a pasta de Desenvolvimento Econômico desde o início da primeira gestão de Mauro Mendes, em 2019. Sua saída está intrinsecamente ligada ao xadrez político da sucessão estadual.
Miranda acompanha o posicionamento de seu padrinho político, Jayme Campos, que mantém a pré-candidatura ao governo do estado, mesmo sem o aval do atual grupo governista. Esse cenário cria um impasse diplomático: como Jayme se opõe ao projeto de Otaviano Pivetta — que assumirá o governo com a saída de Mauro e buscará a reeleição —, a permanência de César no staff torna-se inviável, a menos que haja uma composição entre os Campos e Pivetta.
A saída de Miranda coincide com a renúncia do próprio governador Mauro Mendes, que deixará o cargo para concorrer ao Senado. O movimento desencadeia uma saída em massa de secretários que pretendem disputar cargos eletivos:
Alan Porto (Educação);
Cesar Roveri (Segurança Pública);
Allan Kardec (Ciência, Tecnologia e Inovação);
Fabio Garcia (Casa Civil);
Gilberto Figueiredo (Saúde);
Leonardo Albuquerque (Ermat).
Com a ascensão definitiva de Otaviano Pivetta ao comando do Executivo, a expectativa é de uma reforma administrativa que imprima a identidade do novo governador. A saída de César Miranda simboliza o distanciamento momentâneo entre a atual gestão e o clã Campos, redesenhando as alianças para o pleito de outubro.