- CUIABÁ
- TERÇA-FEIRA, 24 , FEVEREIRO 2026
Os vereadores Ilde Taques (PSB) e Baixinha Giraldeli (Solidariedade) trocaram farpas durante a sessão virtual da Câmara de Cuiabá, nesta terça-feira (24), sobre a instalação de uma unidade do Ganha Tempo no bairro Pedra 90.
A tensão começou quando Ilde utilizou a palavra para afirmar que haveria vereador tentando “pegar carona” na articulação política que viabilizou o serviço na região. Segundo ele, a iniciativa partiu do vereador Didimo Vovô (PSB), em articulação com o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), e o Governo do Estado.
“Mandar um abraço aqui e parabenizar o meu amigo vereador Didi Vovô, que faz um trabalho muito bonito lá no Pedra 90, ele que há alguns anos já vem lutando pra levar o Ganha Tempo lá pro bairro Pedra 90, fez uma articulação com o deputado Max Russi, que também quero parabenizar o deputado Max, foram até ao governador de Estado, foram até ao Piveta e conseguiram esse sonho pro bairro Pedra 90, que é o Ganha Tempo. Então aqui nós temos que ser justos, não adianta vereador aqui pegar o trabalho do colega e querer agora anunciar que essa luta foi dele. Não, essa luta foi do vereador Didi Vovô e junto agora com o deputado Max Russi”, afirmou, em tom de crítica.
A provocação não foi bem recebida vereadora Baixinha, que possui reduto eleitoral na região e recentemente participou de agendas relacionadas ao anúncio da obra, inclusive com postagens nas redes sociais. Em resposta, a parlamentar afirmou que a luta pelo Ganha Tempo no Pedra 90 é antiga e envolve diversas lideranças comunitárias e parlamentares.
O Ganha Tempo é uma unidade de atendimento que reúne diversos serviços públicos em um único espaço, facilitando o acesso da população a documentos e demandas administrativas. A instalação no Pedra 90 é considerada uma demanda histórica da região, uma das mais populosas de Cuiabá.
Segundo ela, há registros de indicação apresentada ainda em 2020 pelo deputado estadual Eduardo Botelho (União) e destacou que foi convidada pelo vice-governador Otaviano Pivetta para acompanhar o anúncio das medidas no bairro.
“Eu não tenho o costume de aparecer ou querer aparecer nas coisas de ninguém. Eu fui convidada. Essa luta é da população, dos presidentes de bairro, de várias lideranças que há anos vêm lutando”, declarou.
Baixinha também afirmou que enviou equipe ao local para acompanhar o início das intervenções e disse que irá fiscalizar o andamento da obra. “Vou investigar se essa obra vai sair ou se vai ficar só na promessa, porque é ano político”, pontuou.