- CUIABÁ
- DOMINGO, 1 , MARÇO 2026
A vice-prefeita de Cuiabá, Vânia Rosa (MDB), subiu o tom contra as recentes declarações do prefeito Abilio Brunini (PL), assegurando que está preparada para assumir a chefia do Executivo municipal em qualquer situação prevista na legislação. O embate ocorre após Abilio declarar publicamente que, no que depender dele, o MDB — partido ao qual Vânia se filiou recentemente — não comandará a administração da capital.
Institucionalidade acima de partidos
Em entrevista ao programa Roda de Entrevista, a vice-prefeita ressaltou que o cargo não é figurativo e que a substituição do titular é um rito democrático que independe de afinidade partidária.
“Se existe o cargo de vice-prefeito, ele tem uma finalidade clara. Havendo necessidade real, o vice assume. Fui eleita legitimamente e estou apta a exercer essa responsabilidade”, afirmou Vânia.
A coronel da reserva da Polícia Militar lembrou que já exerceu o cargo de prefeita interina no ano passado, durante viagem internacional de Abilio aos Emirados Árabes, e que repetirá a experiência sempre que houver vacância ou necessidade administrativa.
Críticas à postura de Abilio
Vânia classificou a reação do prefeito à sua filiação ao MDB como “amadora” e “imatura”. Para ela, a tentativa de barrar a ascensão da vice por questões de legenda fere os princípios democráticos e a pluralidade política.
Defesa da biografia: Vânia reforçou que sua postura e princípios permanecem os mesmos após a filiação.
Convivência democrática: Defendeu que o embate partidário não deve paralisar as instituições.
O fator MDB e o passado político
A tensão no Palácio Alencastro escalou há cerca de dez dias, quando Vânia Rosa migrou para o MDB. A decisão gerou desconforto no primeiro escalão do município, uma vez que o prefeito Abilio Brunini é um crítico ferrenho da gestão anterior, comandada por Emanuel Pinheiro, também filiado ao MDB.
Abilio tem sinalizado que pretende evitar o afastamento do cargo para não abrir palanque ao partido adversário, associando a sigla a controvérsias da administração passada. Em contrapartida, Vânia reitera que o exercício do cargo é uma obrigação institucional vinculada à Constituição e à Lei Orgânica do Município, e não um acordo de vontade entre aliados.