- CUIABÁ
- SEGUNDA-FEIRA, 2 , MARÇO 2026
O deputado estadual Eduardo Botelho manifestou-se contrariamente à concessão de uma carta de anuência para que a vereadora Michelly Alencar deixe o União Brasil. Para o parlamentar, a mudança de sigla não se justifica, uma vez que o partido assegura à vereadora plenas condições para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa nas eleições de outubro.
Sem a previsão de janela partidária para vereadores neste período, Michelly depende da autorização formal da legenda para migrar para outra sigla — possivelmente o Novo — sem o risco de perda de mandato por infidelidade partidária. A parlamentar alega falta de “ambiente favorável” e demonstra preocupação com a alta competitividade da chapa interna do União Brasil.
Potencial eleitoral e estrutura
Botelho rebateu os argumentos de Michelly, destacando que a eleição da vereadora contou com o suporte direto da legenda e que sua permanência é estratégica para o grupo.
“Minha opinião é que não deve liberar. Ela ganhou com a estrutura do partido e sempre trabalhou dentro dele. Temos vaga para ela e estamos disponibilizando. Se não houvesse espaço, aí sim seria o caso de liberar. Ela é muito querida e considerada uma das possíveis eleitas”, declarou o deputado.
Desafios e ruídos internos
A resistência de Michelly em permanecer na sigla ocorre após desgastes pontuais, incluindo divergências com o governador Mauro Mendes sobre o diálogo para viabilizar sua pré-candidatura. No entanto, a cúpula do partido, incluindo o deputado Dilmar Dal Bosco, reforça que ela é peça-chave nos planos proporcionais.
Para Botelho, o receio da vereadora quanto à força dos demais nomes da legenda é um desafio inerente ao processo eleitoral: “Ela entende que a disputa será difícil, mas isso acontece em todos os partidos. Não vejo nenhum lugar em que a eleição esteja fácil”, pontuou.