- CUIABÁ
- TERÇA-FEIRA, 3 , MARÇO 2026
Embora sustente o discurso de que a escolha de seu vice será uma decisão estritamente pessoal e livre de interferências partidárias, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) deverá enfrentar uma forte ofensiva das cinco legendas que compõem sua base de apoio.
Líderes do União Brasil, PP, Podemos, PRD e PSDB — além de quadros do próprio Republicanos — já articulam nos bastidores a defesa de um debate colegiado para a composição da chapa majoritária. Até o momento, o grupo mantém cautela pública, evitando o lançamento antecipado de nomes, mas a pressão por uma construção compartilhada é crescente.
Troca de comando no Alencastro
O cenário político ganha novos contornos a partir do próximo dia 31, quando Pivetta assumirá em definitivo o comando do Palácio Paiaguás. A sucessão ocorre em virtude da renúncia do governador Mauro Mendes (União), que deixa o cargo para dar início à sua pré-campanha ao Senado Federal.
Pontos-chave da articulação:
Autonomia vs. Coalizão: O desafio de Pivetta será equilibrar seu estilo centralizador com as demandas por espaço das siglas aliadas.
Vácuo de Poder: Com a saída de Mendes, a disputa pela vice torna-se o principal ativo de negociação para garantir a unidade do arco de alianças.
Calendário Eleitoral: A posse definitiva de Pivetta como governador será o marco inicial para a oficialização das composições partidárias.