O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) solicitou informações Prefeitura de Cuiabá e à Secretaria Municipal de Saúde para apurar a denúncia de suposta venda do medicamento Mounjaro dentro de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), registrada nesta segunda-feira (23). A entidade destacou que, até o momento, não recebeu nenhuma comunicação oficial sobre o caso.
A denúncia veio à tona durante uma coletiva do prefeito Abilio Brunini (PL), quando uma mulher interrompeu o evento para relatar que médicos estariam comercializando canetas emagrecedoras a pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ela, a profissional prescrevia o medicamento e, em seguida, já oferecia o produto aos próprios pacientes.
Diante da acusação, o prefeito afirmou que a situação será apurada. Em nota, o CRM-MT reforçou que também irá buscar informações para identificar a profissional envolvida e verificar se há procedimento administrativo instaurado. O Conselho ainda pontuou que não há, até agora, denúncia formal registrada em seus canais oficiais.
“O CRM-MT reforça que situações dessa natureza exigem apuração criteriosa, com base em elementos concretos, assegurando o devido processo legal e o direito à ampla defesa, evitando-se conclusões precipitadas”, diz trecho da nota.
Veja nota do CRM:
O Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso (CRM-MT) tomou conhecimento de relatos divulgados nesta segunda-feira (23), em Cuiabá, envolvendo uma paciente que alega ter sido abordada por uma médica da rede pública com suposta oferta de comercialização do medicamento durante atendimento em unidade de saúde.
De acordo com as informações tornadas públicas, a denúncia foi apresentada diretamente ao prefeito Abilio Brunini, que anunciou a adoção de medidas para apuração do caso.
Diante da gravidade dos fatos narrados — ainda que baseados, até o momento, exclusivamente em relato unilateral — o CRM-MT informa que irá oficiar a Prefeitura de Cuiabá e a Secretaria Municipal de Saúde para obter informações oficiais e detalhadas sobre o episódio, incluindo eventual identificação da profissional envolvida e a existência de procedimento administrativo instaurado.
O Conselho ressalta que não recebeu, até o momento, qualquer denúncia formal relacionada ao caso em seus canais institucionais.
O CRM-MT reforça que situações dessa natureza exigem apuração criteriosa, com base em elementos concretos, assegurando o devido processo legal e o direito à ampla defesa, evitando-se conclusões precipitadas.
Por fim, o Conselho reafirma seu compromisso com a ética médica e informa que, caso sejam apresentados indícios consistentes de infração ao Código de Ética Médica, adotará as medidas cabíveis.