sábado, 18 - abril 2026 - 17:39



EM CENÁRIO EQUILIBRADO

MT contraria o Brasil e tem mais homens que mulheres, aponta IBGE


Allan Mesquita / Da Redação
Reprodução
Reprodução

Enquanto em boa parte do Brasil a percepção de que “está faltando homem” ganha respaldo nos dados oficiais, Mato Grosso segue na contramão dessa realidade. Levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgado nessa sexta-feira (17), mostra que o estado mantém leve maioria masculina, com cerca de 1,933 milhão de homens contra 1,931 milhão de mulheres no quarto trimestre de 2025.

O cenário reforça uma característica já apontada pelo Censo Demográfico de 2022, quando Mato Grosso apareceu como o estado com maior proporção de homens em relação às mulheres no país. Na época, eram 1.840.382 homens, consolidando um perfil demográfico que segue praticamente estável ao longo dos anos e destoando da tendência nacional.

No Brasil como um todo, os dados mais recentes da PNAD indicam um quadro diferente: existem cerca de 95 homens para cada 100 mulheres. A diferença é significativa e se traduz em milhões, segundo o Censo 2022, o país tinha aproximadamente 104,5 milhões de mulheres contra 98,5 milhões de homens, ou seja, cerca de 6 milhões a mais do sexo feminino.

Essa disparidade tende a se acentuar conforme a idade avança. Em estados como Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo, a população acima dos 60 anos apresenta um desequilíbrio ainda maior, com cerca de 70 a 76 homens para cada 100 mulheres. O fenômeno ajuda a explicar a percepção mais comum entre mulheres mais velhas de que há menos parceiros disponíveis.

Especialistas apontam que essa diferença tem múltiplas causas. Entre elas estão as chamadas causas externas, como acidentes e violência urbana, que atingem mais os homens, além de fatores comportamentais. Em média, mulheres tendem a procurar mais atendimento médico, manter hábitos de saúde mais regulares e, por isso, apresentam maior expectativa de vida.

Embora, biologicamente, nasçam mais homens do que mulheres, uma proporção de cerca de 3% a 5% a mais, esse equilíbrio se inverte ao longo da vida. No Brasil, a população feminina passa a superar a masculina por volta dos 25 anos e amplia essa vantagem nas faixas etárias mais altas, especialmente com o envelhecimento populacional.

Dentro desse contexto nacional, Mato Grosso aparece como uma exceção. Além do estado, apenas unidades federativas como Tocantins e Santa Catarina também apresentam equilíbrio ou leve predominância masculina.

Mesmo com a leve vantagem masculina, Mato Grosso apresenta hoje um quadro de equilíbrio entre os sexos, diferente do restante do país, onde a predominância feminina é consolidada e tende a crescer com o envelhecimento da população.


Entre no nosso canal do Whatsapp e receba noticias em tempo real. Clique Aqui
+