segunda-feira, 27 - abril 2026 - 20:35



DIVISÃO NA DIREITA

Boava: Bolsonaro priorizou Senado e queria aliança com Mendes


produtor rural e pré-candidato a deputado federal, Thiago Boava
produtor rural e pré-candidato a deputado federal, Thiago Boava

O produtor rural e pré-candidato a deputado federal Thiago Boava afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro priorizou, nas articulações políticas em Mato Grosso, a disputa ao Senado Federal e defendia uma composição política com o grupo do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil).

Segundo Boava, a estratégia de Bolsonaro era fortalecer o nome do senador José Medeiros na disputa ao Senado, ao mesmo tempo em que buscava alinhar forças com lideranças de estados considerados conservadores.

“O presidente Bolsonaro tinha uma visão para essas eleições de fortalecer o projeto ao Senado. O candidato dele é o Zé Medeiros”, afirmou em entrevista à imprensa.

Boava relatou ainda que Bolsonaro defendia uma aproximação com o grupo de Mauro Mendes, com a possibilidade de composição envolvendo o vice-governador Otaviano Pivetta, apoiado pelo ex-governador. Nesse cenário, segundo ele, haveria uma articulação conjunta entre Governo e Senado.

“Ele tinha a visão de que governadores bem avaliados em estados conservadores poderiam construir uma união, como ocorreu em 2022 em Mato Grosso”, disse.

O pré-candidato destacou que Mauro Mendes possui alta aprovação no Estado, o que, em sua avaliação, reforçaria a viabilidade dessa composição política.

“Sabendo que o grupo caminharia junto com o Pivetta, seria uma união no Governo e no Senado. Era uma visão dele de como deveria ser”, acrescentou.

Boava afirmou, no entanto, que o cenário mudou após definições internas no PL, especialmente após o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, consolidar apoio à pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo do Estado, o que inviabilizou uma possível composição com o grupo de Mendes.

“Entendo que sim, senão o presidente Bolsonaro já teria sinalizado que o PL faria uma chapa pura para governo e para o Senado”, afirmou.

Sem contato direto

Boava também relatou dificuldades de manter contato recente com Bolsonaro, que estaria em prisão domiciliar, o que teria limitado o diálogo sobre as articulações políticas em Mato Grosso.

Segundo ele, uma visita prevista anteriormente chegou a ser cancelada após mudanças no estado de saúde do ex-presidente. “Não temos mais acesso a ele. A visita foi cancelada porque ele passou para a prisão domiciliar e não está recebendo visitas”, disse.


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