- CUIABÁ
- QUARTA-FEIRA, 29 , ABRIL 2026
Um bate-boca entre o vereador Miguelzinho da Cacoré (União) e o presidente da Câmara Municipal de Sapezal, Antônio Rodrigues (PP), marcou a sessão desta segunda-feira (27). A discussão girou em torno da autoria e condução de ações relacionadas à energia elétrica na região da Cacoré e terminou com troca de acusações em plenário.
Durante o uso da tribuna, Miguelzinho criticou a postura do presidente e o acusou de desvalorizar o trabalho dos parlamentares. “Você tem que valorizar o trabalho do vereador. Você não pode usar o cargo de presidente para fazer política suja pessoal. Isso aí você tem que parar”, disparou. O vereador ainda afirmou que atua desde 2022 em busca de melhorias na rede elétrica da comunidade e reclamou de não ter sido incluído em ações recentes. “Eu não fico aqui sentado, eu estou lá, conheço todas as propriedades. Fui o primeiro a levar ofício para a Energisa, e aí você vai lá […] e não me convida”, completou.
Em resposta, Antônio Rodrigues rebateu as críticas e contestou a versão apresentada pelo vereador. Segundo ele, o projeto citado por Miguelzinho tratava de um modelo diferente de fornecimento de energia e destacou que a responsabilidade pela execução é do Poder Executivo. “Toda essa luta da energia da Cacoré é uma luta do Executivo, que tem competência para fazer isso”, afirmou.
O presidente também elevou o tom ao cobrar respeito durante as manifestações na tribuna. “Quando você subir aqui, respeite os seus colegas e o presidente desta casa”, disse. Em outro momento, classificou a fala do vereador como “indignação sem sentido” e negou fazer política pessoal. “Eu não estou disputando campanha política, estou trabalhando”, declarou.
A discussão se intensificou quando Antônio acusou Miguelzinho de desrespeitar o parlamento e o próprio chefe do Executivo municipal. “Você respeita esse parlamento, você respeita Antônio Rodrigues. Eu não estou aqui para brincar”, afirmou, acrescentando que o vereador poderá responder “na força da lei desta casa” por suas declarações.
Apesar do clima tenso, a sessão seguiu após a intervenção da presidência. O episódio evidenciou o desgaste político entre os parlamentares e a disputa por protagonismo em demandas locais, especialmente relacionadas à infraestrutura na zona rural do município.