quarta-feira, 29 - abril 2026 - 21:24



RÉU POR MORTE DE PM

Juíza mantém novo júri de investigador após discussão


Mário Wilson Gonçalves é acusado de matar um policial militar em conveniência de posto em 2023
Mário Wilson Gonçalves é acusado de matar um policial militar em conveniência de posto em 2023

A juíza Mônica Catarina Perri, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, marcou para o dia 12 de maio, às 9h, o novo júri popular do investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar o policial militar Thiago de Souza Ruiz em 2023.

O novo julgamento foi definido após a suspensão do júri realizado em dezembro do ano passado, quando houve uma confusão em plenário envolvendo a magistrada e a defesa do réu. Na ocasião, declarações da juíza repercutiram negativamente e levaram à interrupção da sessão.

Após o episódio, a defesa do investigador tentou afastar a magistrada da condução do caso, alegando suposto “protagonismo judicial”, violação da paridade de armas e exposição indevida da defesa durante o julgamento. O pedido, no entanto, foi negado.

A juíza sustentou que sua atuação se restringiu à manutenção da ordem em plenário e ao regular andamento dos trabalhos. Segundo ela, eventuais manifestações ocorreram em contexto de controle da audiência, sem caráter ofensivo ou pessoal.

O caso que será novamente levado ao júri ocorreu em 27 de abril de 2023, em uma loja de conveniência de um posto de combustíveis, em frente à Praça 8 de Abril, em Cuiabá.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, Mário e um amigo estavam no local quando encontraram a vítima. Durante a conversa, surgiu desconfiança sobre a condição de policial de ambos. Em determinado momento, Thiago teria levantado a camisa para mostrar uma cicatriz, ocasião em que o investigador percebeu uma arma em sua cintura e tomou o revólver.

Em seguida, conforme a acusação, Mário sacou sua pistola e apontou em direção à vítima antes de recolher a arma apreendida. Pouco depois, Thiago teria tentado recuperar o revólver, iniciando uma luta corporal entre os dois. Durante a confusão, o policial militar foi atingido por disparos efetuados pelo investigador.

Mário Gonçalves responde por homicídio qualificado, com agravantes de motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele responde ao processo em liberdade desde setembro de 2023.


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