O deputado estadual Lúdio Cabral criticou o que classificou como tentativa de uso político da 29ª edição da Marcha para Jesus, em Cuiabá, por parte de lideranças da extrema-direita. O evento está marcado para o dia 20 de junho e deve reunir milhares de fiéis na Capital.
De acordo com o parlamentar, a presença anunciada de pré-candidatos à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), à Câmara dos Deputados e ao Senado, além do senador Flávio Bolsonaro, pode desvirtuar o caráter religioso da mobilização.
Lúdio defendeu que é fundamental manter a separação entre religião e atividade político-partidária. “O que nós não podemos, de forma alguma, é confundir atividade política com religião, com espiritualidade. A Marcha para Jesus é um evento importante, que acontece em todo o Brasil”, afirmou o deputado nesta quarta-feira (10).
O parlamentar também ressaltou que a Marcha para Jesus integra o calendário oficial do país desde a sanção da Lei Federal nº 12.025/2009, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, à época, a iniciativa não teve finalidade eleitoral.
Ao final, Lúdio mencionou decisões recentes da Justiça Eleitoral relacionadas à participação de lideranças religiosas em campanhas, alertando para possíveis enquadramentos por abuso de poder religioso. “Espero sinceramente que esses candidatos não tentem se apropriar de eventos religiosos. Há entendimentos recentes da Justiça Eleitoral que tratam desse tema”, concluiu.