sexta-feira, 19 - junho 2026 - 06:34



CESTA BÁSICA

Após recorde, cesta básica registra queda de preço em Cuiabá


Reprodução
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A cesta básica em Cuiabá apresentou queda na terceira semana de junho, após sucessivas altas e a quebra de mais um recorde no período anterior. Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), o conjunto de itens registrou recuo de 0,80%, alcançando custo médio de R$ 925,69.

Apesar da redução semanal, o valor segue em patamar elevado na comparação anual. Em relação ao mesmo período de 2025, a cesta básica está 10,14% mais cara, quando o custo médio era de R$ 840,45.

O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, destaca que, mesmo com a leve queda, o impacto no orçamento das famílias cuiabanas permanece significativo. Segundo ele, o alívio pontual não foi suficiente para reduzir o valor total para abaixo de R$ 900 — patamar que não é registrado desde maio.

Entre os itens que contribuíram para o recuo na semana, a banana teve a maior variação negativa, com queda de 4,41%, sendo comercializada a R$ 7,78 por quilo. Na comparação anual, o produto também apresenta redução de 8,77%.

De acordo com o IPF-MT, o movimento está relacionado ao avanço da colheita, que ampliou a oferta no mercado. No entanto, a presença de parte da produção com qualidade inferior, somada ao aumento da disponibilidade, também influenciou a queda dos preços.

Outro produto com redução foi o café, que recuou 2,57%, com preço médio de R$ 30,44 pelo pacote de 500 gramas. O item acumula baixa de 11,66% em relação ao mesmo período do ano passado. As expectativas positivas para a safra e as melhores condições climáticas ajudam a explicar o comportamento de queda.

Por outro lado, o óleo de soja registrou alta de 1,97%, sendo vendido, em média, a R$ 8,11 pela embalagem de 900 ml. Apesar da variação semanal, o produto acumula leve alta de 1,57% em relação ao ano anterior. Segundo análise do instituto, a demanda externa aquecida pela soja pode ter pressionado os preços, mesmo com oferta interna considerada satisfatória.

Wenceslau Júnior avalia que as oscilações demonstram a dificuldade de estabilização dos preços no mercado de alimentos. “Mesmo com melhora pontual na oferta de alguns produtos, fatores como demanda aquecida e variações na qualidade da produção ainda impedem um equilíbrio mais consistente”, afirmou.


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