- CUIABÁ
- QUINTA-FEIRA, 25 , JUNHO 2026
Réu pela morte do empresário e motociclista Célio Marcos de Oliveira, o motorista Deocimar Silva da Guia vai ao Tribunal do Júri nesta quinta-feira (25), a partir das 9h, em Cuiabá. O caso, que completa cinco anos, será analisado por jurados que decidirão se o acusado é culpado ou inocente pelas acusações apresentadas pelo Ministério Público.
O acidente ocorreu em abril de 2021, na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. Conforme os autos do processo, Deocimar teria invadido a pista contrária e atingido frontalmente a motocicleta conduzida por Célio, que morreu em decorrência dos ferimentos.
O motorista responde por homicídio com dolo eventual, quando a pessoa assume o risco de provocar a morte. A Justiça entendeu que existem indícios de que o acusado conduzia o veículo sob efeito de álcool e em alta velocidade no momento da colisão. Além disso, ele também responde por embriaguez ao volante, omissão de socorro e fuga do local do acidente.
Às vésperas do julgamento, a defesa de Deocimar ingressou com um pedido de habeas corpus preventivo junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso para evitar uma eventual prisão imediata em caso de condenação. O recurso, porém, foi negado pela Corte, que não encontrou fundamentos para conceder a medida.
A advogada Carla Rachel Fonseca da Silva, que atuou como assistente de acusação durante a fase de instrução processual, afirmou que o júri é aguardado há anos pela família da vítima. Segundo ela, após quase quatro anos acompanhando o caso, a expectativa é que a sociedade possa analisar os fatos e que a Justiça seja feita.
A filha de Célio, a advogada Francielly Maria de Campos Oliveira, também participará do julgamento como assistente de acusação. Desde o início do processo, ela atuou na busca por provas, localização de testemunhas e acompanhamento das investigações.
“Desde o início, a família lutou para que a morte do Célio fosse analisada com a gravidade que o caso exige. Foram anos de espera, de dor e de busca por respostas. Agora esperamos que o Tribunal do Júri dê uma resposta à altura da perda sofrida”, declarou a advogada Carla Rachel.
O julgamento será aberto ao público e ocorrerá no Fórum de Cuiabá. Ao final da sessão, caberá ao Conselho de Sentença decidir o futuro do réu e definir se ele será condenado ou absolvido pelas acusações relacionadas à morte do empresário.