- CUIABÁ
- QUINTA-FEIRA, 23 , JULHO 2026
O bebê do sexo feminino encontrado morto dentro da lixeira de um condomínio em Várzea Grande apresentava uma luxação em um dos braços e uma deformidade na região da cabeça, informou a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A criança, com desenvolvimento compatível a aproximadamente 35 semanas de gestação, foi localizada dentro de uma caixa, enrolada em um saco plástico e ainda com o cordão umbilical.
De acordo com o delegado Rogério Gomes, há indícios de que o bebê tenha sido deixado na lixeira por um morador ou visitante do condomínio, já que o compartimento de descarte de lixo fica na área interna do residencial.
A descoberta foi feita por um trabalhador responsável pela coleta dos resíduos. Ao levar a lixeira para a área de separação do lixo, ele percebeu um saco plástico contendo uma caixa. Ao abrir o volume, encontrou o bebê e acionou imediatamente o Corpo de Bombeiros, a Polícia Civil e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), na esperança de que ainda houvesse possibilidade de salvamento. No entanto, a morte foi constatada ainda no local.
Segundo o delegado, além da luxação em um dos braços, o bebê apresentava uma deformidade na cabeça. A alteração, conforme explicou, pode ter sido provocada durante o parto, hipótese que ainda será analisada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
As equipes da Politec realizaram os primeiros levantamentos no condomínio, enquanto investigadores recolhem imagens do sistema de monitoramento do residencial. As gravações deverão auxiliar na identificação da pessoa que abandonou o bebê na lixeira.
Rogério Gomes informou que apenas os exames periciais poderão esclarecer se a criança nasceu com vida ou já estava sem sinais vitais no momento do parto. O resultado será determinante para definir o enquadramento jurídico do caso.
“Dependendo das circunstâncias, o caso pode configurar crime de aborto ou, caso a criança já tenha nascido sem vida, outras tipificações penais poderão ser analisadas, como vilipêndio de cadáver”, afirmou o delegado.
O caso segue sob investigação da DHPP.