quinta-feira, 23 - julho 2026 - 15:17



INVESTIDAS EM CONVENCIONAIS

Mauro rebate Júlio sobre suposta compra de apoio no União Brasil; ‘ouvi a mesma coisa do lado de lá’


Allan Mesquita / Do Local
Mauro Mendes
Mauro Mendes

O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) rebateu o deputado estadual Júlio Campos (União) e afirmou que o correligionário deve procurar a polícia ou a Justiça caso tenha provas de que convencionais do partido estariam recebendo “propostas indecorosas” para abandonar o apoio à pré-candidatura do senador Jayme Campos ao Governo de Mato Grosso. Em entrevista ao FatoAgora durante o abertura do GAFFFF em Sorriso (420 km de Cuiabá), Mauro afirmou que, se as denúncias forem verdadeiras e não forem formalizadas, Júlio também estaria cometendo um crime por omissão.

“Olha, o Júlio Campos devia ir à Justiça ou ir na polícia registrar um boletim de ocorrência, porque isso é crime. Então, se ele falou isso e está se omitindo, ele está cometendo crime. Que ele diga quem fez e quem sofreu esse tipo de investida”, disparou nesta quinta-feira (23).

Na sequência, Mauro afirmou que também ouviu relatos semelhantes envolvendo o grupo adversário, mas disse que optou por não fazer acusações sem provas.

“Eu também já ouvi as mesmas coisas do lado de lá, só que eu não fico de maneira irresponsável fazendo acusações ao vento. Essa prática de acusar os outros daquilo que está fazendo ou pretende fazer é uma tática antiga e conhecida”, acrescentou.

A declaração é uma resposta direta às falas de Júlio Campos, que afirmou que convencionais do União Brasil estariam recebendo ofertas de empresários interessados em influenciar o resultado da convenção marcada para o próximo dia 30 de julho. Segundo o deputado, o grupo ligado ao senador Jayme Campos estaria monitorando supostas investidas e poderá acionar o Ministério Público Eleitoral caso as denúncias sejam confirmadas.

Mauro também rebateu as declarações de Jayme Campos sobre uma suposta maioria de votos já garantida entre os convencionais. Para o ex-governador, antecipar o resultado da votação desrespeita o processo interno da legenda.

“A votação é secreta e as pessoas têm o direito de manifestar livremente. Ficar antecipando o resultado é, no mínimo, um desrespeito ou uma demonstração de desespero. Serão cerca de 50 pessoas que vão decidir o destino do partido”, afirmou.

Durante a entrevista, Mauro ainda saiu em defesa da pré-candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Palácio Paiaguás. Segundo ele, pesquisas internas mostram crescimento consistente do aliado, que reúne experiência administrativa e representa a continuidade do atual governo.

“Eu já vi pesquisas internas que mostram que o Pivetta está crescendo de forma consistente. Ele foi três vezes prefeito de Lucas do Rio Verde, tem uma qualidade como gestor público incomparável com outros que estão aí e conhece o governo por dentro. Faz parte de um governo que transformou Mato Grosso”, declarou.

Ao defender a continuidade do projeto político, Mauro fez críticas às gestões anteriores e afirmou que o eleitor precisa refletir antes de optar por mudanças.

“As pessoas podem votar em quem quiserem, mas precisam analisar que Mato Grosso já foi roubado durante muitos anos e sofreu com uma crise de incompetência gigante. É isso que nós queremos? Voltar a esse passado? Eu acredito que a maioria não pensa assim”, concluiu.


Entre no nosso canal do Whatsapp e receba noticias em tempo real. Clique Aqui
+