- CUIABÁ
- QUARTA-FEIRA, 29 , JULHO 2026
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), a Operação Libertas para desarticular um grupo criminoso investigado por extorquir comerciantes em Nova Mutum. Ao todo, foram cumpridas 10 ordens judiciais, entre elas cinco mandados de prisão preventiva, quatro de busca e apreensão domiciliar e o bloqueio de bens dos investigados.
As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Nova Mutum, apontam que integrantes de uma facção criminosa exigiam pagamentos periódicos de comerciantes da cidade, impondo uma espécie de “taxa” para que as vítimas pudessem manter seus estabelecimentos funcionando sem sofrer represálias.
Segundo a Polícia Civil, as cobranças eram feitas por meio de ligações telefônicas com ameaças ou por visitas presenciais aos estabelecimentos comerciais, quando os suspeitos intimidavam os comerciantes para garantir o pagamento. Os valores exigidos variavam entre R$ 150 e R$ 300 por estabelecimento.
As ordens judiciais são cumpridas nas cidades de Nova Mutum e Cuiabá, com apoio da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core).
Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros dos investigados e o sequestro de um veículo Honda HR-V EX, ano/modelo 2025/2026, avaliado em aproximadamente R$ 159,9 mil. Conforme a investigação, o automóvel seria incompatível com a renda declarada de um dos principais alvos, que possui extensa ficha criminal e havia obtido progressão de regime em agosto de 2025, levantando suspeitas de lavagem de dinheiro.
De acordo com a Polícia Civil, as medidas têm como objetivo interromper a atuação da organização criminosa, impedir a continuidade das extorsões, garantir a aplicação da lei e enfraquecer financeiramente o grupo.
O nome da operação, Libertas, faz referência à palavra latina que significa “liberdade” e simboliza o objetivo de devolver aos comerciantes de Nova Mutum a possibilidade de exercer suas atividades sem ameaças ou cobranças impostas por organizações criminosas.