quinta-feira, 30 - julho 2026 - 11:02



RETORNO GRADUAL

Volta à academia exige cuidado com carga e recuperação


DA ASSESSORIA
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O início ou a retomada dos exercícios físicos costuma vir acompanhado da vontade de recuperar rapidamente o condicionamento e alcançar resultados. No entanto, aumentar a carga ou a intensidade antes que o corpo esteja preparado pode causar lesões musculares, tendinites, dores articulares e traumas capazes de interromper a rotina de treinamento.

Entre os problemas ortopédicos mais frequentes estão tendinopatias, lombalgia mecânica, lesões no ombro, dor femoropatelar, distensões musculares, entorses, lesões meniscais, fascite plantar e tendinopatia do tendão de Aquiles. Segundo o ortopedista Dr. Alberto Luiz Pereira Mariano, diretor técnico do Hospital Ortopédico, esses quadros geralmente estão relacionados a uma combinação de carga excessiva, técnica inadequada e recuperação insuficiente, especialmente quando a pessoa retorna aos exercícios após uma lesão ou cirurgia recente.

“O excesso de carga e a execução incorreta dos exercícios aumentam o estresse sobre músculos, tendões e articulações, favorecendo o surgimento de microlesões e processos inflamatórios”, explica o médico.

Um dos principais cuidados é saber diferenciar a dor muscular esperada depois do treino de um possível sinal de lesão. O desconforto comum costuma surgir entre 24 e 48 horas após a atividade, é mais difuso, melhora gradualmente em poucos dias e não impede a realização dos movimentos.

Já a dor relacionada a uma lesão tende a ser mais intensa e localizada. Ela pode surgir durante ou logo após o exercício e estar acompanhada de inchaço, perda de força, limitação dos movimentos ou sensação de instabilidade.

A atividade deve ser interrompida diante de dor intensa ou persistente, inchaço importante, estalos acompanhados de dor, perda de força, dificuldade para movimentar ou apoiar um membro e sensação de instabilidade na articulação. Esses sinais podem indicar uma lesão mais significativa e exigem avaliação médica.

Retorno deve ser gradual

Pessoas sedentárias ou que ficaram muito tempo sem treinar precisam retomar as atividades de maneira gradual, respeitando os próprios limites e evitando aumentos bruscos de carga, duração ou intensidade.

A execução correta dos movimentos e o intervalo adequado de recuperação entre os treinos também ajudam a reduzir o risco de lesões. Sempre que possível, o exercício deve ser acompanhado por um profissional de educação física.

Nos casos de pessoas que já apresentam dores persistentes, histórico de lesão ou cirurgia recente, a recomendação é passar por uma avaliação ortopédica antes de voltar à academia.

Quando uma lesão é identificada, o ortopedista pode definir o tratamento de acordo com a causa e a gravidade do problema. A investigação começa com a avaliação clínica e pode incluir exames de imagem. O tratamento pode envolver medicamentos, fisioterapia, infiltrações, terapia por ondas de choque e, em situações específicas, cirurgia.

“O objetivo é aliviar a dor, recuperar a função e permitir um retorno seguro às atividades físicas”, destaca Dr. Alberto.

Quando procurar atendimento imediato

Algumas ocorrências durante os exercícios precisam ser avaliadas em um pronto-atendimento. Traumas nos membros, entorses, escoriações e cortes estão entre os problemas que podem levar pacientes à emergência.

De acordo com o Dr. Jhone Pereira, ortopedista do Hospital Ortopédico, uma dor após o treino merece atenção imediata quando está associada a um trauma ou surge de forma súbita nos músculos ou tendões depois de movimentos de força ou potência. A limitação da capacidade funcional também é um sinal de que o paciente não deve permanecer em casa esperando uma melhora espontânea.

Quedas, estalos acompanhados de dor, inchaço intenso e dificuldade para movimentar um membro também exigem atendimento. Depois de uma possível lesão, a pessoa deve evitar forçar a região atingida, insistir no exercício ou tomar medicamentos por conta própria.

As mãos também precisam de atenção durante a musculação, pois participam da sustentação de barras, pesos e diferentes equipamentos. Conforme Dr. Jhone, proporcionalmente, a mão é a região do corpo que mais sofre fraturas. Por isso, é importante observar a posição durante os movimentos e utilizar equipamentos de proteção, como luvas ou bandagens, quando forem indicados.

Respeitar os sinais do corpo e buscar avaliação diante de sintomas persistentes evita que uma lesão inicialmente simples seja agravada pela continuidade dos exercícios. O retorno às atividades deve ocorrer somente após a recuperação adequada e de forma progressiva.


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