- CUIABÁ
- TERÇA-FEIRA, 4 , AGOSTO 2026
O ex-governador Mauro Mendes (União) admitiu que as articulações políticas para as eleições de 2026 provocaram um “mal-estar” com o deputado Max Russi (Podemos), que ainda não definiu se irá integrar uma das alianças já em construção ou se o partido poderá seguir por um outro caminho na disputa pelo Governo de Mato Grosso.
A declaração foi dada nesta terça-feira (4), após a convenção do Podemos, em Cuiabá. Segundo Mauro, ficou evidente que Max não ficou satisfeito com os últimos movimentos políticos, especialmente diante das indefinições sobre a composição das chapas majoritárias.
“Ficou visível que o Max não gostou da situação e prova disso que hoje, durante a sua convenção, ele acabou não citando e nem falando se vai coligar ou se não vai coligar”, afirmou Mauro.
Questionado se a possibilidade de o Podemos lançar uma candidatura própria seria uma “ameaça” ao grupo, Mauro rejeitou o termo e afirmou que se trata de uma prerrogativa partidária. “Eu não disse ameaça, eu disse considerando a possibilidade, que isso não é uma ameaça. Lançar uma candidatura não é uma ameaça. É uma prerrogativa que cada partido tem e pode simplesmente fazer”, declarou.
Apesar do desconforto, Mauro afirmou que ainda existe espaço para o Podemos dentro do grupo e defendeu a continuidade das conversas com Max. “Tem espaço sim. Isso nunca foi deixado de ser considerado. É normal que de última hora haja esses interfaces aí de conflito, até de informação. Mas é natural também que o diálogo continue acontecendo até o último segundo”, disse.
O ex-governador também classificou Max Russi como uma das principais lideranças emergentes de Mato Grosso e ressaltou que o deputado tem mantido conversas com diferentes grupos políticos. Para Mauro, esse tipo de articulação é natural e necessário durante o período eleitoral.
“Não é proibido conversar na política. Aliás, é salutar e fundamental que se converse na política”, afirmou.