- CUIABÁ
- QUARTA-FEIRA, 5 , AGOSTO 2026
O presidente estadual do Podemos, deputado Max Russi, alegou que o partido precisou abrir mão do projeto de lançar uma candidatura própria ao Governo de Mato Grosso por não conseguir reunir, em tempo hábil, as condições políticas necessárias para viabilizar a disputa. A declaração foi feita nesta quarta-feira (5), ao oficializar o apoio da legenda à candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) à reeleição.
Max deixou o Partido Socialista Brasileiro (PSB) para migrar ao Podemos em um grande ato no dia 8 de março. Desde então, o parlamentar vinha sendo “encorajado” por aliados, inclusive, pela presidência nacional da sigla, a encabeçar a disputa ao Palácio Paiaguás.
O dirigente confirma que a intenção inicial da maioria da militância era construir um nome próprio para representar o Podemos na eleição majoritária de 2026. No entanto, após semanas de articulações e consultas às lideranças da legenda, a avaliação foi de que o prazo curto e a falta de consenso inviabilizaram o projeto.
“Decisão tomada. Conversando com a nossa base, nossos prefeitos, candidatos, dentro daquilo que a gente propôs, que não ia ser uma decisão do presidente, mas de toda a nossa militância. Nos últimos dias essa base queria o projeto de uma candidatura majoritária do Podemos. Tempo exíguo, as condições não foram reunidas e isso fez com que a gente optasse por um projeto ao governo nos próximos quatro anos”, afirmou.
Nos bastidores, Russi chegou a defender a construção de uma candidatura competitiva da legenda, mas sempre condicionou a decisão ao entendimento da base partidária. Durante a convenção estadual realizada na terça-feira (4), ele já havia admitido a complexidade do processo e ressaltado que qualquer definição impactaria diretamente os projetos eleitorais de prefeitos, vereadores e candidatos proporcionais.
Com o encerramento das negociações internas, prevaleceu o entendimento de que a permanência ao lado do grupo governista oferecia maior segurança política para o partido e melhores condições para fortalecer as chapas proporcionais.
Max explicou que, durante as conversas com a base, o Podemos apresentou uma série de reivindicações que considera prioritárias para o próximo mandato, entre elas políticas de adaptação às novas demandas do Estado, valorização dos servidores públicos e o compromisso com pautas defendidas pelos candidatos da legenda.
“Colocamos aos candidatos que queríamos uma política de adaptação forte para o Estado do Mato Grosso, valorização dos nossos servidores nos próximos anos e uma série de pautas que são importantes aos nossos candidatos, que são importantes ao partido e que nós precisaríamos estar discutindo.”
De acordo com o presidente estadual, outro fator decisivo foi o histórico de alinhamento entre o Podemos e a atual gestão estadual, o que pesou na escolha da maioria dos filiados.
“Dentro desse encaminhamento, a nossa militância e os nossos candidatos entenderam que nos últimos anos o Podemos esteve alinhado ao Governo do Estado. Por isso, a opção que ganhou dentro do partido foi a opção por caminhar com os Republicanos, caminhar com Otaviano Pivetta ao governo do Estado para as próximas eleições.”
Apesar de abandonar o projeto de candidatura própria, Russi afirmou que a decisão foi construída de forma coletiva e representa o entendimento da maior parte da legenda.
“Decisão tomada, ouvindo a todos, vamos juntos seguir firme na caminhada por um Mato Grosso cada vez melhor”, concluiu.
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