segunda-feira, 10 - agosto 2026 - 14:45



VÉU DE ISIS

Vereador é preso pela 2ª vez em operação que investiga morte de jovem em MT


Da Redação/ Fato Agora
Túlio César
Túlio César

O vereador de Poxoréu (586 km de Cuiabá), Túlio César (Republicanos), foi preso novamente nesta segunda-feira (10), durante a terceira fase da Operação Véu de Ísis, deflagrada pela Polícia Civil para aprofundar as investigações sobre o assassinato de Lavínia Gabrielly Guimarães Coutinho, de 20 anos.

A jovem foi executada a tiros no dia 10 de maio, dentro de uma casa noturna de Poxoréu, a 251 quilômetros de Cuiabá. A principal linha investigativa aponta que ela teria sido morta por supostamente repassar informações às forças de segurança sobre a atuação do tráfico de drogas na região.

A Polícia Civil não detalhou, até o momento, qual seria a participação de Túlio César no homicídio. O inquérito tramita sob sigilo.

O parlamentar já havia sido preso temporariamente durante a Operação Elo Oculto, fase anterior da investigação. Segundo a Polícia Civil, o avanço na análise de materiais apreendidos e de outros elementos reunidos durante as diligências revelou novas informações sobre a dinâmica do assassinato, a motivação e a possível participação de outras pessoas.

Execução dentro de boate

Conforme as investigações, Lavínia estava dentro de uma casa noturna quando foi surpreendida pelo executor. O suspeito teria entrado no estabelecimento, efetuado dois disparos contra a cabeça da vítima e fugido logo depois.

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o crime esteja ligado à atuação de uma facção criminosa e ao suposto contato da jovem com agentes de segurança.

Nesta terceira fase da operação, são cumpridos cinco mandados judiciais, sendo três de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. As ordens são executadas simultaneamente em Poxoréu, Rondonópolis e Cuiabá.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Polícia de Poxoréu, com apoio de outras unidades da Polícia Civil. As diligências continuam para esclarecer a motivação do assassinato e identificar a responsabilidade individual de todos os envolvidos.

O caso segue sob sigilo.


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