sexta-feira, 21 - agosto 2026 - 09:03



LAVAGEM DE DINHEIRO

Preso com R$ 240 mil em espécie, suspeito de facção é alvo de operação


Da Redação / FatoAgora

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (20), a Operação Arcana e prendeu o principal investigado por envolvimento com uma facção criminosa suspeita de atuar na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas em Rondonópolis. Ao todo, foram apreendidos R$ 240 mil em espécie durante as diligências.

Segundo a investigação, R$ 150 mil foram encontrados no momento em que o suspeito realizava um saque em uma agência bancária. O restante do dinheiro foi localizado na residência dele. A ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Cuiabá e Rondonópolis.

O investigado é apontado como integrante de uma facção criminosa e suspeito de tentar exercer influência e controle territorial na região do bairro Vila Canaã, em Rondonópolis.

As investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) apontaram que o suspeito não teria renda lícita conhecida compatível com o padrão de vida mantido por ele e pela família.

De acordo com a Polícia Civil, ele não possui empresa ou vínculo empregatício formal, mas teria morado em condomínios de alto padrão e utilizado veículos de luxo registrados em nome de terceiros. Entre eles estão uma Toyota Hilux avaliada em cerca de R$ 270 mil e uma Toyota SW4 Diamond, estimada em R$ 475 mil.

A investigação também identificou o uso frequente de dinheiro em espécie para pagar despesas e adquirir bens. Em algumas situações, o dinheiro seria entregue a terceiros, que posteriormente realizavam transferências por Pix, dificultando o rastreamento da origem dos recursos.

A companheira do principal investigado também foi alvo da operação e, segundo a apuração, teria auxiliado na movimentação dos valores por meio de contas bancárias.

A Polícia Civil ainda apura a utilização de imóveis, veículos e outros bens registrados em nome de terceiros para ocultar o patrimônio. Com a análise dos materiais apreendidos, os investigadores pretendem identificar outros possíveis integrantes ou colaboradores do esquema.

O nome da operação, Arcana, faz referência a algo secreto ou oculto e está relacionado, segundo a Polícia Civil, à maneira como os investigados teriam movimentado os recursos, priorizando o uso de dinheiro em espécie para dificultar o rastreamento das transações.


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