- CUIABÁ
- SÁBADO, 5 , SETEMBRO 2026
O presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), registrou um boletim de ocorrência denunciando ter sido alvo de uma suposta perseguição enquanto se deslocava para compromissos familiares no munícipio. Segundo revelou o vereador nesta sexta-feira (4), membros de sua equipe de segurança teriam registrado um veículo próximo à casa de sua mãe com uma “placa fria”.
“Eu não sei se é polícia, Deus queira que seja a polícia, que está me investigando, porque eu não devo. Agora, quando você sabe de um carro que está te seguindo, estava lá, depois já estava aqui na minha mãe, é um fato preocupante”, relatou.
A situação, segundo o presidente, ganhou ainda mais gravidade porque ocorreu no mesmo período em que começaram a circular ameaças sobre um suposto dossiê reunindo acusações contra ele e sua gestão à frente da Câmara. Wanderley afirmou que não teme ser investigado e disse estar disposto a fornecer documentos e permitir que autoridades fiscalizem sua atuação, mas demonstrou preocupação com a possibilidade de a movimentação ter como objetivo intimidá-lo ou colocar sua família em risco.
A situação, segundo o presidente, ganhou ainda mais gravidade porque ocorreu no mesmo período em que começaram a circular informações sobre um suposto dossiê reunindo acusações contra ele e sua gestão à frente da Câmara. Wanderley afirmou que não teme ser investigado e disse estar disposto a fornecer documentos e permitir que autoridades fiscalizem sua atuação, mas demonstrou preocupação com a possibilidade de a movimentação ter como objetivo intimidá-lo ou colocar sua família em risco.
“Eu não sei até onde eles querem chegar… Eu não tenho nada a esconder. Se tiver alguma operação, pode vir aqui que a Câmara está de portas abertas, podem ir na minha casa, podem ir lá na empresa”, afirmou.
Wanderley também relacionou o episódio ao cenário político e às acusações que, segundo ele, estariam sendo levantadas contra sua gestão. O presidente afirmou que, caso existam irregularidades, elas devem ser investigadas pelos órgãos competentes, mas criticou o que classificou como uma tentativa de criar acusações ou utilizar informações manipuladas para atingir sua imagem.
A preocupação, segundo o vereador, se estende à família. Ele afirmou que tem filhos, netos e pessoas próximas que podem acabar expostos caso a situação evolua para uma ameaça concreta. “Eu tenho filho, eu tenho neto, eu tenho a minha equipe aqui, eu tenho os colegas, minha casa e frequência”, disse.
Suposto ataque hacker
Além do relato sobre a perseguição, Wanderley também relatou ter recebido, no domingo (30), a informação de que um servidor teria repassado sua senha a terceiros e que um hacker teria conseguido acessar o sistema do Legislativo. De acordo com o presidente, a invasão teria sido utilizada para levantar informações que poderiam alimentar um suposto dossiê com acusações de nepotismo, irregularidades em contratos e até um alegado desvio de R$ 1 milhão.
“Se tem um servidor da Câmara que está fornecendo senha e um hacker entrar no sistema nosso, é uma denúncia muito grave”, afirmou.
Wanderley disse que comunicou o caso à diretoria-geral e determinou uma auditoria no sistema para identificar possíveis acessos indevidos, usuários, horários e demais registros técnicos que possam auxiliar na investigação.
A preocupação, segundo ele, não seria com as acusações, mas com a possibilidade de manipulação de informações institucionais. “Minha preocupação maior é com a segurança do sistema, com a segurança da Câmara, que tem dados sensíveis”, declarou.
O presidente também contestou a acusação envolvendo R$ 1 milhão em um contrato e afirmou que os dados públicos da Câmara permitem verificar a movimentação financeira da Casa.
“O maior contrato nosso não chega a um milhão de reais por ano. Como é que você diria um milhão de um contrato?”, questionou.
O caso deve ser investigado pela Polícia Cívil.
Veja vídeo: