- CUIABÁ
- SÁBADO, 5 , SETEMBRO 2026
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva votou nesta sexta-feira pela punição ao técnico Abel Ferreira com duas partidas de suspensão por chutar um microfone na beira do campo durante o empate entre Palmeiras e Mirassol, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Ele desfalca a equipe, portanto, nos confrontos com Botafogo e São Paulo, pelas próximas rodadas da Série A, nos dias 6 e 12 de setembro. O Palmeiras entrará com recurso e pedirá efeito suspensivo da decisã
O árbitro João Vitor Gobi, o quarto árbitro Roger Goulart e o VAR Ilbert Estevam da Silva, denunciados por omissão de penalização a Abel, foram absolvidos por inépcia da denúncia, termo utilizado para descrever processos que apresentam falhas e não podem produzir efeitos legais.
O que o STJD decidiu sobre os árbitros
A defesa da arbitragem, feita pelo advogado Eduardo Vargas, diz que eles não viram a cena, e os membros do STJD citaram ser uma denúncia com base em hipóteses. Consideram, por isso, uma denúncia inepta e votam pela absolvição dos árbitros.
O julgamento de Abel
Na sequência, o advogado de defesa do Palmeiras, Osvaldo Sestário, pede a permanência do árbitro João Vitor Gobi como testemunha no julgamento de Abel. Ele diz que terá um compromisso no horário do almoço, mas permanece ao saber que seria ouvido de forma imediata, às 11h.
Os auditores fazem duas perguntas: se Gobi viu a cena do chute, ao que o árbitro nega, e onde estava no momento do ocorrido, até que um terceiro integrante pergunta se ele foi comunicado do chute pela equipe de arbitragem. Antes de Gobi responder, o advogado Eduardo Vargas interrompe.
– Talvez a ciência de comunicação poderá intervir em uma futura denúncia e ele não é obrigado a produzir provas contra ele mesmo – afirma.
João Vitor Gobi em seguida é liberado da sessão. Minutos depois, o STJD começa a veicular o vídeo interno do VAR.