- CUIABÁ
- SÁBADO, 5 , SETEMBRO 2026
O presidente estadual do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, tratou de minimizar as fissuras internas da legenda durante a corrida eleitoral e classificou como “narrativas” as críticas e episódios que têm exposto divergências dentro do partido.
Para Ananias, é natural que partidos e coligações enfrentem disputas internas durante uma eleição. Ele ainda ironizou a ideia de uma legenda completamente unida: “Eu quero saber qual partido não está dividido, até porque a origem dele é [a palavra] partido”, afirmou.
A tentativa de baixar a temperatura ocorre justamente quando o PL enfrenta rebeliões de prefeitos, candidatos e lideranças. Três prefeitos da sigla — Flávia Moretti, Cláudio Ferreira e Sérgio Machnic — declararam apoio à reeleição de Otaviano Pivetta, contrariando a orientação do partido em favor de Wellington Fagundes. Os três serão avaliados pela Comissão de Ética.
Além deles, o deputado federal José Medeiros e o candidato a deputado federal Thiago Boava também já tornaram públicas suas insatisfações com a condução da legenda. Boava chegou a acusar o partido de sabotagem por não apoiar Fagundes, enquanto Medeiros perdeu a exclusividade na disputa ao Senado após o acordo que colocou Janaina Riva no palanque bolsonarista.
Mesmo diante do cenário, Ananias garante que a preocupação da direção é “zero”. Para ele, os episódios são explorados por adversários para tentar desgastar a candidatura de Wellington.
Na versão do presidente estadual, portanto, o PL pode até estar rachado em algumas pontas — mas, oficialmente, a crise não passa de narrativa.