- CUIABÁ
- SEGUNDA-FEIRA, 7 , SETEMBRO 2026
fO pastor Nivaldo de Almeida morreu neste sábado (5), em Cuiabá, após sofrer complicações de um câncer. O religioso foi um dos investigados pela Polícia Civil durante a Operação Fariseus, deflagrada em julho deste ano.
Pastor investigado por elo com CV morre em CuiabáA investigação apura a suspeita de que familiares do pastor teriam utilizado um projeto religioso para oferecer apoio logístico, financeiro e de comunicação a integrantes de uma facção criminosa.
Durante a operação, a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do pastor. A esposa dele, a pastora Orminda Carlos de Barcelos Almeida, também foi alvo da medida. Já a filha do casal, a missionária Rhavenna Barcelos de Almeida, teve a prisão preventiva decretada.
Nivaldo foi sepultado na manhã deste domingo (6), em Cuiabá.
Investigação
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após uma denúncia anônima apontar que integrantes da família utilizariam um projeto religioso para ter acesso à Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.
A suspeita era de que o projeto teria sido usado para levar celulares, carregadores e outros objetos proibidos a detentos que estavam no raio de segurança máxima da unidade prisional.
Rhavenna foi presa durante a operação. Conforme as investigações, ela mantinha um relacionamento com Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como um dos líderes da facção. Ele está foragido desde 2024, após romper a tornozeleira eletrônica durante o cumprimento de medidas cautelares.
Além das prisões e buscas, a operação também resultou na apreensão de aparelhos eletrônicos e na determinação de medidas cautelares, incluindo a quebra dos sigilos telefônico, telemático e bancário dos investigados.
A Justiça ainda determinou a suspensão temporária do ingresso dos investigados em unidades prisionais por meio de projetos religiosos.
Os investigados são suspeitos dos crimes de organização criminosa, corrupção de menor, tortura e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, a suspeita de lavagem de dinheiro está relacionada ao suposto recebimento de valores ilícitos e à tentativa de ocultar a origem dos recursos por meio de triangulações financeiras.