- CUIABÁ
- QUINTA-FEIRA, 10 , SETEMBRO 2026
A suplente de senadora Margareth Buzetti (PP) defendeu o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que seria necessário retirar pelo menos um integrante da Corte para que os demais “baixassem a bola” e passassem a se preocupar mais com a Constituição do que com os próprios interesses.
A declaração foi dada antes do diálogo com candidatos ao Senado Federal promovido pela Aliança do Setor Produtivo de Mato Grosso, nesta quarta-feira (9).
Questionada se teria coragem de pautar e votar a favor de um eventual processo de impeachment contra ministro do STF caso fosse eleita senadora, Buzetti respondeu que sim. Ela lembrou que assinou, em agosto do ano passado, um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes.
“Eu não assinei o impeachment do Alexandre de Moraes em agosto do ano passado, eu assinei. Só que toda vez que o meu titular voltava, minha assinatura caía. Eu tenho coragem, acho que é necessário”, afirmou.
Na avaliação da suplente, os recentes embates e decisões divergentes entre ministros do Supremo representam um risco para o país e para a própria instituição.
“O que está acontecendo no STF é algo ruim para o país e muito ruim para a instituição. Que nós temos que proteger a Suprema Corte, não os seus ministros. O que está acontecendo com eles é algo perigoso para o país”, declarou.
Buzetti defendeu ainda que pelo menos um ministro seja retirado do cargo como forma de estabelecer um limite para a atuação dos demais.
“Eu acho que tem que tirar um deles pelo menos, para os outros aprenderem e ‘baixar a bola’ e cuidar da Constituição, e não dos interesses próprios deles”, disse.
‘Fico com André Mendonça’
Durante a entrevista, Buzetti também foi questionada sobre a atuação do ministro André Mendonça e uma eventual comparação com decisões tomadas por Alexandre de Moraes.
Embora tenha reconhecido que Mendonça também adotou recentemente medidas consideradas controversas, a suplente afirmou que não vê os dois ministros da mesma forma.
“Olha, entre André Mendonça e Alexandre de Moraes, eu fico com André Mendonça mil vezes, tá? Porque o outro já deu provas do que ele é capaz de fazer. O André Mendonça foi agora numa situação, mas eu fico com ele. Eu acho que ele está certo no que ele tem feito”, afirmou.
A fala ocorre em meio à pressão de setores do Congresso Nacional para que pedidos de impeachment de ministros do STF sejam analisados pelo Senado. A pauta tem provocado divergências entre parlamentares e ampliado o debate sobre os limites de atuação da Suprema Corte.
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