quinta-feira, 10 - setembro 2026 - 11:54



GRAMPOLÂNDIA ELEITORAL

Fávaro denuncia suposta estrutura criminosa para monitorar candidatos em MT e aciona PF


Allan Mesquita / Da Redação
Reprodução
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O ex-ministro da Agricultura e Pecuária e candidato à reeleição ao Senado, Carlos Fávaro (PSD), afirmou nesta quarta-feira (9) que recebeu uma denúncia anônima sobre a suposta atuação de uma organização criminosa que estaria sendo estruturada para monitorar candidatos durante o período eleitoral em Mato Grosso.

A declaração foi dada após a sabatina da Aliança Pelo Setor Produtivo, realizada na tarde desta quarta-feira. Segundo Fávaro, a denúncia relata a possibilidade de realização de escutas ilegais, rastreamento de veículos e acompanhamento dos passos de candidatos.

“Eu recebi uma denúncia anônima, relatando fatos muito graves, de uma organização criminosa que busca escutas ilegais e investigando candidatos, acompanhando e investigando a vida de candidatos”, afirmou.

Fávaro disse que, diante da gravidade das informações, decidiu procurar a Polícia Federal. Ele afirmou ter solicitado uma audiência com a superintendência da instituição em Mato Grosso, responsável pela atuação relacionada às eleições no Estado.

“Eu, como senador da República, não posso prevaricar”, declarou.

De acordo com o senador, ele foi recebido pelo superintendente da Polícia Federal, Dr. Braga, acompanhado de três delegados. Fávaro afirmou que os representantes da instituição se comprometeram a apurar as informações apresentadas e investigar o caso.

“Se comprometeram em apurar, investigar e cumprir seu papel. E mais que isso, disseram que estão preparados para agir em situações como essa”, relatou.

O senador ressaltou que a denúncia seria direcionada especificamente à sua situação e afirmou que o conteúdo apontaria para a existência de uma estrutura que estaria sendo montada para acompanhar candidatos.

“Era para mim, entendeu? Mas que a denúncia era de que tem uma estrutura criminosa sendo montada para escutas eletrônicas, rastreamento de veículos, acompanhando os passos dos candidatos”, afirmou.

Fávaro classificou a suposta prática como grave e disse que o caso pode representar uma ameaça ao processo eleitoral.

“Isso é muito grave, isso fere a democracia”, declarou.

Ao justificar a decisão de procurar a Polícia Federal, o senador afirmou que sua intenção foi comunicar oficialmente o conteúdo recebido e permitir que as autoridades adotem as medidas necessárias para verificar a procedência das informações.

“Por isso, eu tomei a atitude que tinha que tomar, levei a informação ao superintendente da Polícia Federal, que tomou conhecimento e disse que está preparado e vai agir para coibir essa prática criminosa”, afirmou.

Até o momento, a denúncia mencionada por Fávaro é tratada como uma acusação a ser apurada pelas autoridades. Não foram apresentados, na declaração, detalhes sobre quem estaria por trás da suposta estrutura ou elementos que comprovem a prática das irregularidades relatadas.


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