- CUIABÁ
- SEGUNDA-FEIRA, 14 , SETEMBRO 2026
A deputada estadual e candidata ao Senado Federal, Janaina Riva (MDB), defendeu que eventual redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 sejam discutidos de forma específica para cada setor da economia. Para ela, a mudança pode ser necessária, mas não deve ser aplicada de maneira uniforme a empresas com estruturas e capacidades diferentes.
Durante participação no evento Diálogo com Candidatos ao Senado Federal, realizado na quarta-feira (9), em Cuiabá, Janaina afirmou que a atual jornada de trabalho pode contribuir para o desgaste físico e mental dos trabalhadores e afetar a convivência familiar.
A parlamentar, no entanto, destacou que uma eventual mudança precisa levar em consideração o porte das empresas e as características de cada atividade.
“Precisa, sim, haver a redução de jornada, mas isso tem que ser tratado por segmento, porque uma coisa é alguém que tem poucos funcionários e colaboradores, outra coisa são os que têm mil, dois mil e três mil colaboradores”, afirmou.
A discussão ocorre em meio à tramitação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada máxima para 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias, sem diminuição dos salários.
A proposta já avançou na Câmara dos Deputados e também recebeu aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Para entrar em vigor, porém, ainda precisa ser analisada e votada em dois turnos pelo plenário do Senado.
Durante o encontro com representantes do setor produtivo, Janaina avaliou que a implementação de uma nova jornada deve buscar equilíbrio entre a qualidade de vida dos trabalhadores e a capacidade de adaptação das empresas.
Como alternativa, a candidata ao Senado defendeu o fortalecimento das negociações coletivas entre trabalhadores e empregadores, com participação dos sindicatos.
Segundo Janaina, esse modelo permitiria considerar as particularidades de diferentes segmentos e, ao mesmo tempo, preservar a atividade econômica e o funcionamento das empresas.
“A frente que vem crescendo no Brasil, inclusive em comum acordo com os trabalhadores, é a questão da negociação coletiva. Talvez seja um caminho e uma alternativa. Não se negocia só o trabalhador com o empregado, mas negociação coletiva zelada pelos sindicatos”, declarou.
O evento foi promovido pela Aliança do Setor Produtivo de Mato Grosso, formada pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT) e Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt). O encontro ocorreu na sede da Fiemt, em Cuiabá, e reuniu candidatos ao Senado para discutir propostas relacionadas ao setor produtivo.