quinta-feira, 8 - outubro 2026 - 17:44



EM CANA

Mulher é presa após vender conta bancária para criminosos que deram golpe de R$ 14 mil em idoso


Da Redação/ FatoAgora
Mulher no Celular – Reprodução
Mulher no Celular – Reprodução

Uma mulher de 23 anos foi presa em flagrante pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (7), em Várzea Grande, suspeita de ter cedido a própria conta bancária para receber dinheiro proveniente de um golpe aplicado contra um idoso de 61 anos, morador de Macapá (AP).

O caso começou a ser investigado depois que a vítima procurou a Polícia Civil do Amapá para denunciar que havia transferido R$ 14 mil via Pix para a compra de um veículo anunciado em uma rede social. Após efetuar o pagamento, o homem descobriu que havia sido vítima de uma fraude.

Como o dinheiro foi enviado para uma conta bancária registrada em nome da suspeita, residente em Várzea Grande, a Polícia Civil do Amapá acionou a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) de Mato Grosso. O caso foi então encaminhado à Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande.

Após diligências realizadas de forma contínua, os investigadores localizaram a mulher no bairro Jardim dos Estados e efetuaram a prisão em flagrante.

Durante o interrogatório, a suspeita admitiu que havia vendido os dados da própria conta bancária por R$ 400. Segundo ela, a negociação foi feita com um homem que divulgava, por meio de seu perfil no Instagram, anúncios interessados na compra de contas bancárias de terceiros.

A prática é prevista como crime no artigo 171, § 2º-A, inciso VII, do Código Penal, incluído pela Lei nº 15.397/2026. A legislação estabelece punição para quem cede, de forma gratuita ou mediante pagamento, conta bancária para a movimentação de recursos provenientes ou destinados ao financiamento de atividades criminosas.

A mulher não teve fiança arbitrada e permanece à disposição da Justiça, aguardando a audiência de custódia.

Responsável pela investigação, o delegado Ruy Peral reforçou que a cessão ou venda de contas bancárias para terceiros pode resultar em responsabilização criminal, mesmo quando o titular da conta não participa diretamente da fraude. “Você pode se tornar investigado por fraudes das quais sequer participou diretamente, mesmo sem intenção de lesar a vítima final”, afirmou o delegado.


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