sexta-feira, 9 - outubro 2026 - 13:17



CASO BRENO

Professor sofreu corte na região genital e foi morto por ameaçar expor conversas íntimas em VG


Allan Mesquita / Da Redação
Reprodução
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O delegado Bruno Abreu investiga se uma suposta chantagem envolvendo o professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, foi o motivo do assassinato que tem como suspeito Elias Samuel Delgado da Silva, de 26. Em depoimento, Elias admitiu parcialmente os fatos e alegou que a vítima ameaçava revelar à esposa dele fotos e conversas. A polícia, contudo, apura se a situação estaria ligada a outros relacionamentos do investigado ou a uma possível relação homoafetiva entre os dois.

Em entrevista à imprensa, Abreu revelou que um segundo homem, amigo de Elias de uma cavalgada, também teria sido alvo de chantagem por parte do professor. O homem já foi identificado e é procurado pela polícia. A suspeita é de que os dois tenham combinado de matar Breno para interromper as ameaças.

De acordo com o delegado, a hipótese de chantagem como motivação do homicídio surgiu ainda no início das investigações. O irmão da vítima também teria relatado que Breno pretendia contar à esposa de Elias sobre as conversas mantidas entre eles.

Apesar dos relatos, a Polícia Civil ainda não confirmou qual era a natureza da relação entre o professor e o investigado. A análise dos celulares apreendidos e os depoimentos de novas testemunhas devem ajudar a esclarecer o vínculo entre os envolvidos e a possível motivação do crime.

Suspeito apresentou versões sobre o assassinato

Durante o interrogatório, Elias negou ter comparecido ao local onde Breno foi morto. Segundo a versão apresentada por ele, o carro teria sido estacionado em uma área de mata, enquanto o professor chegou ao ponto acompanhado de outro homem em uma motocicleta. O suspeito afirmou que duas pessoas teriam levado a vítima até o local e cometido o assassinato.

O delegado Bruno Abreu relatou que Elias demorou a indicar onde o corpo estava e apresentou informações contraditórias durante as diligências. Posteriormente, porém, o investigado conduziu os policiais até o local onde os restos mortais foram encontrados.

Elias teria justificado que sabia da localização porque recebeu uma fotografia enviada por um dos envolvidos. A polícia busca confrontar essa versão com os demais elementos reunidos no inquérito.

O celular da esposa do suspeito também foi apreendido e será analisado pelos investigadores. O objetivo é encontrar possíveis informações que contribuam para esclarecer a motivação e a dinâmica do homicídio, além de delimitar a participação de cada envolvido.

Na manhã desta sexta-feira (9), a perícia realizava exames no corpo de Breno para determinar a causa da morte. Informações preliminares da perícia apontaram que a vítima sofreu um corte na região genital, mas ainda não foi possível determinar que o ferimento tenha provocado a morte. Apenas após a conclusão completa dos laudos, novas informações devem ser divulgadas.

O caso

Breno estava desaparecido desde a noite de 26 de setembro, quando saiu de casa, na região da Capela do Piçarrão, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele subiu na garupa de uma motocicleta, por volta das 20h.

Inicialmente, o caso foi investigado pelo Núcleo de Pessoas Desaparecidas (NPD). Com o avanço das apurações e os indícios de homicídio, a investigação passou para o Cartório de Homicídio Consumado da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), sob responsabilidade do delegado Bruno Abreu.

O corpo do professor foi localizado na noite de quinta-feira (8), em uma área de brejo no bairro 13 de Setembro, em Várzea Grande. A descoberta encerrou os dias de buscas, mas abriu uma nova etapa da investigação para esclarecer as circunstâncias da morte e identificar a participação de todos os envolvidos.

A Polícia Civil continua apurando o caso, e os detalhes sobre a execução do crime e a possível participação dos suspeitos deverão ser esclarecidos com a conclusão do inquérito.


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